Nasceram cristãos, mas um milhão de portugueses decidiu deixar de o ser

Entre os que foram educados como cristãos e que os que se consideram agora cristãos há uma diferença que supera um milhão de portugueses, conclui estudo. Em Espanha, esta diferença ultrapassa os 12 milhões de pessoas. O país vizinho é o terceiro da Europa com o maior abandono no cristianismo

Mais de um milhão de portugueses que foi educado como cristão deixou de o ser. A conclusão é de um estudo da Pew Research Center, que entre os vários dados analisados refere a distância que vai entre os cidadãos educados na religião cristã em Portugal - 94%, o que equilave a 9,7 milhões - e os que se consideram agora cristãos - 83%, ou seja, 8,5 milhões. Uma diferença de 11%, que corresponde a mais de um milhão de portugueses.

Portugal é assim o pais da Europa Ocidental em que uma maior percentagem da população se identifica como cristã, 83%, acima de países como a Itália e a Irlanda, ambos com 80%. Sem religião dão 15% dos português, diz o Pew Research Center.

Em Espanha este salto é bem maior ao ultrapassar os 12 milhões de espanhóis que foram educados como cristãos e que o deixaram de ser. Aliás, o país vizinho é o terceiro da Europa com o maior abandono do cristianismo na Europa (26%), atrás da Noruega e da Bélgica, ambos com 28%.

País da Europa Ocidental com menos cristãos a ir à igreja

De acordo com o Pew Research Center, que realizou mais de 50 mil entrevistas a europeus de 34 países da Europa Ocidental, Central e Oriental, entre 2015 e 2017, 62% dos portugueses considera a religião como sendo um elemento chave da sua nacionalidade.

Além de ser dos países com mais cristãos, Portugal tem o maior número de cristãos a ir à igreja (36%) em relação aos outros países da Europa Ocidental, seguido da Irlanda (23%) e da Espanha (22%).

Portugueses mais tolerantes com os imigrantes

Os resultados desta pesquisa demonstram ainda que em quase todos os países da Europa Ocidental, mais de metade dos inqueridos admite que aceitaria um muçulmano na sua família. Em Portugal, por exemplo, a percentagem é de 70%.

Num outro estudo realizado este ano pelo mesmo centro de pesquisa de Washington, EUA, revela que os cristão portugueses são, entre os europeus auscultados, os mais tolerantes com o imigrantes: dois em cada três dos que vão à missa não considera que o número de imigrantes no país deveria ser menor.

Os cristãos portugueses revelaram-se igualmente mais abertos ao Islão do que os do resto da Europa: 35% dos praticantes consideram que o Islão é incompatível com a cultura e os valores do seu país, em comparação com 53% a 67% dos cristãos finlandeses, italianos, austríacos, dinamarqueses, alemães, holandeses e suíços.

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