Mário Nogueira: "Serei candidato a secretário-geral. Podem agradecer ao PS"

Líder da Fenprof decidiu avançar com uma candidatura à liderança da organização sindical no congresso que se realiza em junho

Mário Nogueira ainda não tinha decidido se ia manter-se à frente da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), mas, como explicou hoje à saída da Assembleia da República, depois de ter visto confirmado o "chumbo" parlamentar à recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo serviço congelado aos docentes, a luta dos professores levou-o a rever a sua posição.

"O PS, o governo e António Costa ajudaram-me a tomar uma decisão. Irei ser secretário-geral da Fenprof, se o congresso assim o decidir, em quinze de junho", confirmou ao DN Mário Nogueira, acrescentando: "O governo, o PS e António Costa merecem que a luta continue e eu estou disponível para a liderar. Se têm de agradecer a alguém esta decisão é ao governo, ao António Costa, ao PS".

O congresso que decidirá o nome do próximo secretário-geral da Fenprof será em Lisboa, nos dias 15 e 16 de junho.

Nega sair do PCP

Na quarta-feira, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), já tinha confirmado não ter "qualquer intenção" de se desfiliar do PCP. A garantia foi dada ao DN por fonte da organização sindical reagindo a uma notícia que dava como possível a sua saída do Partido Comunista Português.

Na notícia em causa, quando questionado sobre a possibilidade de se afastar do partido devido à recusa do PCP em viabilizar as propostas de CDS e PSD para reconhecer todo o tempo de serviço dos professores, Nogueira disse "não ter tido tempo para pensar nisso". No entanto, ainda de acordo com aquele jornal, não terá descartado essa possibilidade: "Quando se aceita estar numa vida mais pública, consegue-se muitas vezes viver com os insultos e ataques que muitas vezes vêm de onde já se espera. Não é isso que mata", referiu ao jornal. "O que mói é quando vêm de pessoas mais próximas, como o meu camarada Carlos Carvalhas, e isso põe-nos a pensar sobre o futuro".

Carlos Carvalhas, recorde-se, defendeu em declarações no fórum da TSF, que a insistência de Nogueira para que a esquerda aprove as propostas de recuperação do tempo de serviço do CDS e PSD se deve ao "desespero" face aos desenvolvimentos recentes desta questão. "Só percebo isso pelo desespero. A certa altura as pessoas agarram-se a qualquer coisa."

Mário Nogueira lidera a Fenprof desde 2007, ano em que sucedeu a Paulo Sucena.

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