Maioria parlamentar concorda, mas a ciência cria dúvidas. Porquê três novas vacinas?
Premium

Saúde

Maioria parlamentar concorda, mas a ciência cria dúvidas. Porquê três novas vacinas?

Há anos que as três vacinas são recomendadas pelos pediatras, mas não são comparticipadas pelo Estado. O PCP propôs que tal mudasse, embora a Direção-Geral de Saúde não esteja certa desta aposta. Nem alguns especialistas.

A ideia foi proposta pelo PCP e acabou aprovada para o Orçamento de Estado de 2019: a introdução de três novas vacinas no Programa Nacional de Vacinação - a do HPV para rapazes, a da meningite B e do rotavírus. Mas a discussão está longe do fim. O debate está a ser feito entre a política (na sua maioria fã da ideia) e a ciência (que cria barreiras à mesma). A primeira preconizada pelos partidos com assento parlamentar e a segunda pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

Depois de muito debate e polémica em torno da proposta, grande parte dos partidos votaram a favor, mas a ideia passou com o voto contra do PS e a abstenção do CDS. A discussão, contudo, não é nova. A Sociedade Portuguesa de Pediatria elabora todos os anos um documento onde recomenda determinadas vacinas que não se encontram incluídas no plano nacional de saúde, entre elas estas três.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Vida e Futuro

Formar médicos no privado? Nem a Católica passa no exame

Abertura de um novo curso de Medicina numa instituição superior privada volta a ser chumbada, mantendo o ensino restrito a sete universidades públicas que neste ano abriram 1441 vagas. O país está a formar médicos suficientes ou o número tem de aumentar? Ordem diz que não há falta de médicos, governo sustenta que "há necessidade de formação de um maior número" de profissionais.