Já há um bilhete vendido para viagem à Lua

SpaceX, a empresa de Elon Musk, vai anunciar na segunda-feira a identidade daquele que pode ser o primeiro turista espacial. Pela primeira vez podemos ter um não-americano na órbita lunar

46 anos anos depois, o regresso do homem à Lua parece cada vez mais próximo e ao que parece a SpaceX pode vencer uma corrida que envolve vários concorrentes. A empresa de foguetões de Elon Musk anunciou no final desta semana que já tem a primeira reserva para uma muito antecipada viagem turística em redor da Lua. A identidade do excêntrico viajante deverá ser revelada esta segunda-feira, mas Musk já deixou no ar a hipótese de termos pela primeira vez alguém de fora dos Estados Unidos da América a entrar na órbita do satélite natural da Terra.

"A SpaceX já tem o primeiro passageiro privado para voar em redor da Lua no Big Falcon Rocket (BFR) - um passo importante para dar acesso a todas as pessoas que sonham com uma viagem ao espaço. Saiba quem vai viajar e porquê na segunda-feira, 17 de Setembro". A mensagem da SpaceX no Twitter motivou uma chuva de comentários, um dos quais teve resposta do próprio dono da companhia, que veio aumentar a especulação em torno da nacionalidade daquele que pode ser o primeiro turista espacial.

Quando questionado se seria ele a testar o voo comercial à Lua, Elon Musk respondeu com um emoji da bandeira japonesa, dando a entender que essa honra pode ser deixada para um milionário nipónico. Até hoje, apenas 24 astronautas chegaram à órbita lunar, metade deles pisaram mesmo o satélite natural, e todos eles eram americanos. A Apollo 17 foi a última missão do género, em dezembro de 1972.

Até hoje, apenas 24 astronautas chegaram à órbita lunar, metade deles pisaram mesmo o satélite natural, e todos eles eram americanos

Agora, a Rússia, a China e a Índia também querem colocar astronautas na Lua, esta última em 2022. E não é só aí que Musk tem concorrentes, já que outras companhias, com destaque para a Virgin Galactic de Richard Branson, também estão na corrida para realizar viagens comerciais ao espaço.

Os dois gigantes já tinham apontado o final de 2018 como a meta para colocar turistas fora da Terra. A questão, no caso da SpaceX, é que o seu BFR ainda nem fez nenhum voo teste, o que veio criar ainda mais curiosidade em torno do anúncio de segunda-feira. O foguetão e nave espacial de próxima geração será, segundo a empresa capaz de levar tripulação e carga para a Lua, Marte e mais além e será construído em Los Angeles.

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