Vacinação obrigatória discutida no Parlamento. PS e BE preferem sensibilização

Texto defende que "é cada vez mais importante alertar as pessoas para a necessidade de vacinar as crianças". PSD espera para ver se avança com iniciativa legislativa

Uma petição que pede que a vacinação seja obrigatória é discutida esta quinta-feira no Parlamento e está dependente do voto do PSD para ser aprovada. PS e BE estão contra, apostando antes na informação e sensibilização da população.

Da autoria da jornalista Margarida Vaqueiro Lopes, o texto defende que "é cada vez mais importante alertar as pessoas para a necessidade de vacinar as crianças: por uma questão de saúde pública, não queremos que exista um retrocesso civilizacional no que à evolução médica diz respeito".

Segundo a petição, "estas mesmas crianças não vacinadas andam nas mesmas escolas" e "podem ser foco de infeção para quem tem um sistema imunitário fraco ou para quem não pode ser, de todo, vacinado". É por isto, argumenta, que a vacinação deve ser tornada obrigatória: "Não queremos voltar a temer doenças como a tuberculose (pelo menos nas formas em que as vacinas a previnem), o sarampo ou a tosse convulsa".

A petição surgiu exatamente depois de notícias sobre o ressurgimento de casos de sarampo, doença que estava erradicada de Portugal. No texto pede-se "que seja pensada a obrigatoriedade da vacinação de todas as crianças - e apenas das vacinas que constam do Plano Nacional de Vacinação".

Segundo o jornal i, desta quinta-feira, o PS afasta a vacinação obrigatória. Segundo o deputado socialista António Sales, o Governo vai "intensificar" as campanhas de sensibilização no próximo ano. O BE argumenta que "Portugal tem das melhores taxas de cobertura nacional do mundo e não precisou de impor a obrigatoriedade para o conseguir". Para o deputado Moisés Ferreira, "a sensibilização tem produzido melhores resultados".

O PCP está aberto a discutir esta obrigatoriedade. Já o PSD mostra idêntica abertura, podendo avançar com uma iniciativa legislativa se o Governo não assumir as suas responsabilidades.

Ler mais

Exclusivos