Premium Sem anestesistas, MAC suspende cirurgias agendadas já segunda-feira

Utentes da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, com cirurgias programadas, vão ter de escolher outros hospitais ou aguardar em lista de espera. Falta de anestesistas é o maior problema.

"Não temos anestesistas suficientes para assegurar [o bloco operatório de ginecologia]", diz a diretora clínica da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, Clara Soares. Sem outra alternativa, pela primeira vez as cirurgias agendadas vão parar já a partir desta segunda-feira e por tempo indeterminado. Para evitar que o bloco operatório, com duas salas, esteja encerrado durante todo o verão, a administração do Centro Hospitalar Lisboa Centro, a que pertence a MAC, está a tentar "fazer contratos de prestação de serviços imediatos".

Mesmo que consigam resolver a situação em breve, pagando 43,5 euros, o valor/hora mais elevado de que Clara Soares se lembra, estando na maternidade há 36 anos, o bloco não conseguirá, mesmo assim, manter a sua atividade normal. Apenas poderá abrir uma das duas salas cirúrgicas três dias por semana "se todo este processo se articular convenientemente", refere a médica.

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