Quando o parceiro é fumador, o risco de aborto na mulher aumenta

Investigadores chineses consideram que em causa poderá estar a exposição a substâncias químicas

As mulheres dos fumadores têm um risco aumentado de aborto espontâneo, quer a exposição ao fumo ocorra antes da conceção ou durante a gravidez. É esta a conclusão de um estudo que envolveu quase seis milhões de mulheres, feito por cientistas do Instituto Nacional de Investigação da China em Beijing e publicado no Journal of Epidemiology & Community Health.

Participaram na investigação quase 5,8 milhões de mulheres não fumadoras, com idades compreendidas entre os 18 e os 49 anos, e os seus companheiros. De acordo com o jornal espanhol ABC, faziam parte de um projeto gratuito de controlo da gravidez, entre 2010 e 2016, que incluía um exame de saúde antes da conceção, acompanhamento durante os três primeiros meses de gravidez e seguimento do bebé até completar um ano.

Numa amostra onde 29% dos homens eram fumadores, a taxa de aborto espontâneo das mulheres foi fixada nos 2.5%. Contudo, quando homens que não fumavam, a taxa de aborto das companheiras era de 2.38%, enquanto nas mulheres dos fumadores era de 2.92%.

Quando os companheiros deixavam de fumar antes ou na altura em que a mulher engravidava, a taxa de aborto espontâneo era de 2.79%, um valor que subia para o 3.35% quando o futuro pai não abandonava o tabaco.

De acordo com os autores, o aumento do risco de aborto poderá estar relacionado com a exposição a substâncias químicas e com o facto de o tabaco poder influenciar a qualidade do esperma dos pais, levando a mutações genéticas que podem conduzir à perda do feto.

No entanto, os investigadores ressalvam que, apesar da relação encontrada, o estudo não prova que o fumo provoca aborto espontâneo, não tendo sido analisadas as possíveis causas desta ligação.

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