Google faz com que YouTube seja lento no Firefox, Edge e Safari. Saiba como contornar o problema

Site carrega cinco vezes mais devagar em browsers que não sejam o Google Chrome

Um executivo da Mozilla acusou a Google de ter feito alterações no design do YouTube para que este corra lentamente nos browsers Firefox e Edge.

O diretor do programa técnico da comunidade de sotfware Chris Peterson publicou uma mensagem no Twitter na última terça-feira a denunciar o facto de a plataforma de partilha de vídeos carregar cinco vezes mais devagar em browsers que não sejam o Google Chrome, devido à sua arquitetura, o que também foi reportado pela Softpedia.

"O carregamento da página do YouTube é cinco vezes mais lento no Firefox e no Edge do que no Chrome porque o novo design do Polymer do YouTube tem a obsoleta API do Shadow DOM v0 implementada apenas no Chrome", escreveu Chris Peterson no Twitter.

"O YouTube fornece um polyfill Shadow DOM para o Firefox e o Edge que, surpreendentemente, é mais lento do que a implementação nativa do Chrome. No meu laptop, o carregamento inicial da página leva cinco segundos com o polyfill contra um sem. A navegação subsequente na página é comparável", acrescentou.

Este é o caso mais recente da Google criar e ajustar os seus serviços da web para que tenham um melhor desempenho ou funcionem apenas no seu browser. Já foram detetadas situações em que serviços como o Google Meet, Allo, YouTube TV, Google Earth e o YouTube Studio Beta simplesmente bloqueiam o Edge (da Microsoft) e o Firefox (da Mozilla).

O maior site de vídeos do mundo

O YouTube revelou em maio que foram registadas mais de 1,8 mil milhões de visualizações mensais, e que minuto a minuto são carregados 400 horas de vídeo para o site, daí que a performance seja um fator decisivo para as pessoas na hora de escolher o browser de eleição.

Atualmente, o Chrome é o browser mais popular, contando com 59% de share de mercado, enquanto o Firefox regista 5% e o Edge apenas 2%, segundo estatísticas divulgadas pela firma StatCounter.

Como contornar o problema

O executivo da Firefox sugeriu que os utilizadores dos browsers afetados passem a aceder à versão antiga do YouTube para não sofrer com a lentidão de carregamento.

Para contornar a situação, Peterson dá algumas dicas para forçar o YouTube a voltar ao design antigo, acelerando o carregamento das páginas, apesar de isso implicar a perda de algumas funcionalidades, como é o caso do modo noturno que foi entretanto lançado no YouTube.

Assim, os utilizadores do Firefox podem fazer download de uma extensão que permite ao site voltar à versão clássica.

No caso do Edge e do Safari, basta instalar a extensão Tampermonkey e usar um script adequado.

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Nuno Artur Silva

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