Direção-Geral da Saúde. Há 37 casos de sarampo em Portugal

Foram confirmados laboratorialmente 37 casos de sarampo, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), que informa ainda a existência de três surtos distintos: em Cascais, Oeiras e Madeira

A Direção-Geral da Saúde (DGS) revela que desde o dia 8 de novembro e até às 16:00 de quinta-feira foram confirmados laboratorialmente 37 casos de sarampo pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge em Portugal. Dos casos confirmados e prováveis, a DGS refere que 32 são adultos e sete são crianças.

Adicionalmente, foram notificados outros 46 casos cujo resultado foi negativo, adianta a DGS num comunicado divulgado na sua página da Internet.

A DGS adianta que há "três surtos distintos". Um em Cascais, com 24 casos confirmados e dois prováveis "(com sintomas e com ligação a um caso conformado, mas sem confirmação laboratorial), com origem num caso importado da Ucrânia". Os outros surtos são em Oeiras, com cinco casos confirmados, com origem num caso importado da República Checa, e na Madeira, com três casos confirmados, "em investigação".

A DGS informa também que desde o dia 8 de novembro foram confirmados cinco casos isolados, "sem ligação epidemiológica conhecida aos referidos surtos e que estão a ser investigados".

O vírus do sarampo é transmitido por contacto direto com as gotículas infeciosas ou por propagação no ar quando a pessoa infetada tosse ou espirra. Os doentes são considerados contagiosos desde 4 dias antes até 4 dias depois do aparecimento da erupção cutânea.

De acordo com a DGS, os sintomas de sarampo aparecem geralmente entre 10 a 12 dias depois da pessoa ser infetada e começam habitualmente com febre, erupção cutânea (progride da cabeça para o tronco e para as extremidades inferiores), tosse, conjuntivite e corrimento nasal.

A DGS sublinha ainda "que o sarampo é uma das doenças infeciosas mais contagiosas podendo provocar doença grave, principalmente em pessoas não vacinadas".

Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde divulgado no final de novembro, os casos de sarampo reportados em todo o mundo aumentaram em 2017, provocando 110 mil mortes, uma vez que vários países registaram surtos graves e prolongados da doença.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.