Baixo consumo de hidratos de carbono torna a vida mais curta

Estudo científico, que abrangeu os hábitos de 15 400 pessoas, indica que o consumo moderado de hidratos de carbono é a forma saudável de alimentação

Uma dieta baseada em baixo consumo de hidratos de carbono pode reduzir a esperança de vida até quatro anos, revela um estudo realizado por investigadores norte-americanos e publicado no The Lancet Public Health. O mesmo se aplica a uma alimentação baseada em altos teores de hidratos de carbono. Apesar se terem tornado muito populares, com o objetivo da perda de peso, as dietas de baixo consumo destes hidratos não são a forma mais saudável de alimentação.

Este estudo, que resulta de conjugação dos resultados de oito investigações científicas, indica que um corte mais moderado no consumo de hidratos de carbono é uma forma mais saudável e mais eficaz na prevenção de doenças. "Consumir hidratos de carbono com moderação parece ser bom para a saúde e para ter uma vida mais longa", garante o estudo.

Para chegar a estas conclusões, foram seguidos os hábitos alimentares de 15 400 pessoas nos Estados Unidos da América, com idades entre os 45 e os 64 anos, durante 25 anos. Foram recolhidos dados sobre o que comiam, e em que quantidades. A partir destes dados, os cientistas estimaram a proporção de calorias que as pessoas receberam de hidratos de carbono, gorduras e proteínas.

Depois de acompanhar o grupo, os investigadores, liderados pela especialista em medicina cardiovascular Sara Seidelmann, do Brigham and Women's Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, descobriram que as pessoas que obtinham 50 a 55% da sua energia de hidratos de carbono - um consumo moderado de hidratos de carbono e em linha com as orientações dietéticas das organizações de saúde - tinham um risco ligeiramente menor de morte quando comparados com os grupos de pessoas que consumiam alimentos com baixo ou alto teor de hidratos.

Os hidratos de carbono incluem vegetais, frutas e açúcar, mas a principal fonte são alimentos ricos em amido, como batatas, pão, arroz, massa e cereais.

Neste estudo os cientistas concluíram que, a partir dos 50 anos, as pessoas do grupo moderado podem viver em média por mais 33 anos.

Por outro lado, pessoas que comam muita carne e gorduras, como frango, vaca, manteiga e queijo, apresentam um risco de mortalidade maior do que aquelas que recebem as proteínas e gorduras de alimentos vegetais como legumes.

A líder do estudo, Sara Seidelmann, explicou que "dietas com baixo teor de hidratos de carbono, com a sua substituição por proteínas ou gorduras estão a ganhar popularidade como estratégia de saúde e perda de peso. No entanto, os nossos dados sugerem que dietas com baixo teor de hidratos de carbono baseadas em animais podem estar associadas a uma vida útil mais curta e devem ser desencorajadas. Em vez disso, se alguém optar por seguir uma dieta com baixo teor de hidratos através de mais gorduras e proteínas à base de plantas pode realmente promover o envelhecimento saudável a longo prazo".

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Nuno Artur Silva

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