Concurso para recrutar médicos para o SNS: 117 vagas ficaram por preencher

O Ministério da Saúde disponibilizou 1234 vagas, mas só 1117 médicos concorreram ao concurso para recém-especialistas. Um dos objetivos era captar profissionais para o SNS, mas quase 10% das vagas ficaram por preencher

Um dos objetivos era recrutar médicos que estão fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas das 1234 vagas que o Ministério da Saúde disponibilizou no concurso para recém-especialistas, 117 lugares (9,5% do total) não tiveram nenhum candidato, de acordo com o jornal Público, que adianta, no entanto, que em algumas áreas houve mais candidatos do que lugares.

Segundo o diário, concorreram 1117 médicos naquele que foi considerado o maior concurso para recém-especialistas nos últimos anos. De acordo com os dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), 351 foram de medicina geral e familiar e 766 das áreas hospitalares e saúde pública.​​​​​

O concurso foi lançado a 26 de julho e na altura o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, explicou que o número de vagas era "cerca de 10 a 15% acima do número de médicos que terminaram o internato". Na mesma ocasião, o governante afirmou que o objetivo do concurso era "captar médicos que estão fora do SNS", referindo-se aos profissionais que optaram por trabalhar no privado ou que tivessem emigrado.

O jornal escreve que apesar de nem todas as vagas terem sido ocupadas, em 16 das 44 especialidades o número de candidatos foi igual ou superior ao de vagas lançadas. Já noutras especialidades aconteceu o inverso e os números da ACSS referem que a cirurgia maxilo-facial não teve nenhum candidato.

Para o Ministério da Saúde o número de candidatos a concurso foi o mais alto de sempre

O número de candidatos ao concurso deste ano para médicos recém-especialistas foi o mais elevado de sempre, segundo o Ministério da Saúde, que sublinha que geralmente ficam vazias mais de 10% das vagas.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde sublinhou que a captação de médicos do atual concurso para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) "foi superior ao que acontece em anos anteriores". Fernando Araújo afirma mesmo que "os números são muito positivos" e que "nunca tinham concorrido tantos médicos".

Concorreram este ano 1117 médicos, quando no ano passado, por exemplo, concorreram 810 profissionais, disse o secretário de Estado.

Fernando Araújo reconhece que este concurso vem demonstrar que "quanto mais célere for a abertura de concursos, mais capacidade há de captar profissionais".

As várias estruturas médicas pressionaram este ano o Governo para que não se atrasasse a abrir os concursos para os jovens que terminaram o internato este ano, depois de no ano passado o concurso ter demorado mais de 10 meses a abrir. Este ano o concurso foi aberto cerca de três meses depois.

O número de candidatos ao concurso deste ano para médicos recém-especialistas foi o mais elevado de sempre, segundo o Ministério da Saúde, que sublinha que geralmente ficam vazias mais de 10% das vagas.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde sublinhou que a captação de médicos do atual concurso para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) "foi superior ao que acontece em anos anteriores". Fernando Araújo afirma mesmo que "os números são muito positivos" e que "nunca tinham concorrido tantos médicos".

O concurso para a entrada de médicos recém-especialistas no SNS ficou com 117 das 1.234 vagas por preencher, o que representa menos de 10% de vagas vazias.

Concorreram este ano 1.117 médicos, quando no ano passado, por exemplo, concorreram 810 profissionais, disse o secretário de Estado.

Fernando Araújo reconhece que este concurso vem demonstrar que "quanto mais célere for a abertura de concursos, mais capacidade há de captar profissionais".

As várias estruturas médicas pressionaram este ano o Governo para que não se atrasasse a abrir os concursos para os jovens que terminaram o internato este ano, depois de no ano passado o concurso ter demorado mais de 10 meses a abrir. Este ano o concurso foi aberto cerca de três meses depois.

As 1234 vagas postas a concurso eram entre 10% a 15% superiores ao número dos médicos recém-especialistas que terminaram o internato, tendo o Ministério da Saúde explicado que o objetivo era tentar captar médicos de fora do SNS.

Questionado sobre se este objetivo falhou, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde indicou que "houve alguns médicos de fora" do SNS que concorreram, mas ainda não há dados totais e objetivos que permitam perceber quantos.

"Também não esperávamos uma avalanche de médicos de fora", adiantou.

Bastonário da Ordem dos Médicos

O bastonário da Ordem dos Médicos disse já igualmente que a proporção de candidatos a concorrer a este concurso é até mais alta que o habitual.

"Este concurso abriu mais vagas do que os potenciais candidatos. Numa análise que é ainda superficial, a percentagem de candidatos recém-especialistas deste concurso é mais alta do que o habitual. Isto mostra quanto mais cedo abrem os concursos maior é a percentagem de ocupação de vagas", disse à agência Lusa o bastonário Miguel Guimarães.

Questionado sobre se este objetivo falhou, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde indicou que "houve alguns médicos de fora" do SNS que concorreram, mas ainda não há dados totais e objetivos que permitam perceber quantos.

"Também não esperávamos uma avalanche de médicos de fora", adiantou.

Com Lusa.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.