Coca-Cola, Ikea e outras 66 empresas comprometem-se a defender igualdade de género em Portugal

Juntas representam 2% do PIB português e reúnem-se anualmente para estabelecerem metas na promoção da igualdade de género

A Coca-Cola, a Ikea ou o Instituto Português da Qualidade são algumas das 68 empresas que vão juntar-se esta terça-feira para assinarem o acordo anual do Fórum Organizações para a Igualdade. Os signatários comprometem-se a defender os princípios da igualdade de géneros no trabalho, na conciliação entre a vida profissional e pessoal e na parentalidade.

"Aquilo que se pretende é reunir organizações do setor privado, público ou da economia social que assumam, desde logo incorporando nas suas estratégias de gestão, os princípios de igualdade entre homens e mulheres num compromisso que fique claro com a promoção da igualdade profissional", explica ao DN Joana Gíria, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), organismo responsável pelo Fórum Organizações Igualdade de género. Uma estratégia que, acrescenta, está "em convergência com aquilo que é a concretização dos objetivos da estratégia europeia 20/20 e com as prioridades do Estado português sobre a igualdade de género".

Assinam pela primeira vez o acordo de adesão a Associação Dinova Portugal de Intervenção em Toxicodependências e Desenvolvimento Social, a Coca-Cola, a Conceito de consultoria de gestão, a Escola de Direito da Universidade do Minho, a empresa de segurança Esegur, a Ikea, o Instituto Português da Qualidade, a Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e a sociedade de advogados Vieira de Almeida & Associados.

O iGen-Forúm Organizações para a Igualdade juntava até então 59 empresas nacionais e multinacionais que em conjunto representam 2% do PIB português, segundo a organização. Já faziam parte do fórum, criado em 2013, o Metropolitano de Lisboa, a Galp, a Nestlé, a EGEAC, o Jumbo, a Microsoft, a edp, entre outras.

"Estas empresas todos os anos se comprometem a reavivar boas práticas nesta área [igualdade de género]. Há uma série de medidas que as empresas sugerem a si próprias e colocam no anexo ao corpo de adesão, no sentido de implementar na sua organização ao longo do ano. São metas que de alguma maneira contribuem para o bem-estar social e para uma produtividade maior. Todos os anos há uma monitorização para o cumprimento das metas. No ano de 2017, 86% das medidas foram cumpridas", aponta a presidente da CITE.

A cerimónia pública de assinatura dos acordos de adesão e de renovação de compromissos ​​​​​acontece esta terça-feira de manhã no auditório do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa com a participação da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, e o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita.

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