Cobertura vacinal do sarampo diminuiu em 12 países da UE desde 2010

A cobertura vacinal do sarampo diminuiu em 12 dos 28 estados da União Europeia a partir de 2010, segundo um estudo da Comissão Europeia, que recorda que os surtos recentes da doença são consequência imediata de quebras de vacinação.

O relatório "O estado da confiança nas vacinas 2018", publicado na terça-feira, sublinha que os recentes surtos de sarampo na Europa foram "os mais elevados em sete anos" e ilustram "o impacto imediato do declínio da cobertura" vacinal.

A cobertura com a primeira dose de vacina do sarampo e rubéola decresceu entre 2010 e 2017 em 12 países da União Europeia: Bulgária, Croácia, Estónia, Eslováquia, Eslovénia, Finlândia, Grécia, Holanda, Lituânia, Polónia, Roménia e República Checa.

Em alguns destes países, a confiança na segurança da vacina do sarampo atinge os valores mais baixos da União Europeia, como no caso da Suécia, Bulgária e Letónia, em que menos de 70% da população confiam na vacina do sarampo e rubéola.

Em termos globais na União Europeia, são menos de 80% os que consideram a vacina do sarampo como segura. Em Portugal, quase 96% da população consideram esta vacina segura.

Aliás, Portugal é o país da União Europeia com a maior percentagem de população a confiar nas vacinas, considerando-as seguras, efetivas e importantes para as crianças.

O estudo da Comissão Europeia foi baseado em inquéritos feitos nos 28 países durante o mês de maio, alguns por telefone e outros realizados 'online'. Foram entrevistadas cerca de 29 mil pessoas de uma amostra representativa de cada estado-membro, questionando-se especificamente a confiança na vacina do sarampo, doença que teve recentemente na Europa surtos ou ressurgimento de casos.

Segundo um relatório deste mês do Centro Europeu de Controlo de Doenças, foram reportados mais de 13 mil casos de sarampo na Europa num ano, entre setembro de 2017 e setembro deste ano.

Em Portugal, a vacina contra o sarampo faz parte do Programa Nacional de Vacinação, segundo o qual deve ser administrada aos 12 meses e aos cinco anos.

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