Cientistas medem a velocidade da morte

Investigadores conseguiram perceber melhor como se propaga o processo de autodestruição celular nos seres vivos

Uma "onda de morte" que viaja a 30 micrómetros por minuto, ou dois milímetros por hora. É esta a velocidade a que as células se autodestroem, para dar lugar a outras ou permitir o desenvolvimento do corpo, segundo medição realizada por dois biólogos de sistemas da Universidade de Stanford, na Califórnia.

O estudo de Xianrui Cheng e James Ferrell, publicado na Science, foi realizado em ovos de rã e é importante para compreender melhor a forma como as células dos seres vivos morrem. Este é um fenómeno comum, que normalmente se realiza em dois passos: o interior da célula destrói-se e depois todo o conjunto se desintegra.

O processo é essencial para a gestação - por exemplo, é através da chamada "morte celular programada" que os dedos das mãos e dos pés do feto se formam, destruindo-se a membrana que os liga. Mas também ocorre ao longo da vida, sendo essencial para a regeneração do corpo.

Por dia, em média, o corpo humano perde mais de 50 mil milhões de células, escreve o The Guardian. Mas por vezes o mecanismo falha e, no limite, pode dar origem a tumores - células que se multiplicam sem parar, sem "saber" quando se devem destruir.

Durante a vida, a morte celular pode surgir através de uma espécie de "relógio interno" das células, mas também quando se dá uma "onda" que espoleta o processo - cada célula "sente" o seu vizinho a autodestruir-se e reage de acordo.

Foi a velocidade desta "onda" que os cientistas conseguiram agora medir.

O conhecimento aprofundado do ciclo de vida celular é fundamental para a compreensão da vida e para a prevenção e tratamento de várias doenças, como o cancro.

Ler mais

Premium

Anselmo Borges

Francisco ​​​​​​​em Pequim?

1. A perseguição aos cristãos foi particularmente feroz durante a Revolução Cultural no tempo de Mao. Mas a situação está a mudar de modo rápido e surpreendente. Desde 1976, com a morte de Mao, as igrejas começaram a reabrir e há quem pense que a China poderá tornar-se mais rapidamente do que se julgava não só a primeira potência económica mundial mas também o país com maior número de cristãos. "Segundo os meus cálculos, a China está destinada a tornar-se muito rapidamente o maior país cristão do mundo", disse Fenggang Yang, professor na Universidade de Purdue (Indiana, Estados Unidos) e autor do livro Religion in China. Survival and Revival under Communist Rule (Religião na China. Sobrevivência e Renascimento sob o Regime Comunista). Isso "vai acontecer em menos de uma geração. Não há muitas pessoas preparadas para esta mudança assombrosa".