Premium Julian King. "Não vimos progresso suficiente no que as plataformas disseram que iam fazer"

O comissário europeu para a Segurança, Julian King, dá um ultimato às plataformas, "lideradas pelo Facebook". Se até setembro não houver progresso no combate à desinformação, haverá leis europeias para regular as redes sociais

É um dia chuvoso em Bruxelas. O escritório de Julian King, no 10.º andar do edifício Berlaymont, a sede da Comissão Europeia, parece minimalista, à primeira vista. Ao lado da secretária do King está um armário de vidro escuro cheio de livros. Por alguma razão, além de King ser um comissário britânico em tempos de Brexit, parece que já está pronto para partir. Duas fotos da rainha inglesa estão encostadas às janelas. Uma delas mostra-a a posar com os seus cães numa escadaria. No sofá de King estão pousadas quatro almofadas - duas com a bandeira da UE e duas com a Union Jack, a bandeira do Reino Unido.

King senta-se numa grande mesa para a entrevista. Há um livro em cima da mesa: On Grand Strategy, de John Lewis Gaddis. As palavras que o comissário mais usará, ao longo de meia hora de entrevista, são "envolver" e "debater". Mas deixa avisos sérios a Facebook e Google. Sem progressos, haverá regulação europeia: "Assumimos um compromisso coletivo e, se em setembro, um ano após o código de conduta original, não houver progressos, então olhamos para a regulamentação, que nunca excluímos."

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