Agora já pode controlar o tempo que passa no Facebook e no Instagram

Passa a ser possível definir quanto tempo quer gastar nas redes sociais

Facebook e Instagram vão permitir aos utilizadores saberem quanto tempo passam por dia ou por semana nas aplicações. As ferramentas estarão disponíveis em breve, anunciaram as redes sociais.

O utilizador passa a poder estabelecer um limite de tempo que quer gastar nestas redes sociais e é notificado quando o ultrapassa. Esta feramente ainda não está disponível para desktop.

"Isto serve para dar às pessoas as ferramentas para elas decidirem por elas próprias o que é que querem estar a fazer", diz o diretor de informação do Facebook, David Ginsberg, citado na CNN.

Para passar a controlar o tempo que gasta nestas redes sociais tem de ir às definições da sua conta. Depois, no caso do Facebook carregar onde diz "Tempo no Facebook", no do Instagram onde está escrito "A tua atividade".

Quando o utilizador atinge o limite de tempo que definiu é informado com uma notificação, mas as aplicações não se desligam. As estatísticas do tempo de utilização só estão disponíveis para períodos mais longos, de uma semana.

O contador depende do aparelho eletrónico que está a usar. Se aceder à sua conta em mais do que um aparelho, terá de instalar esta ferramenta nos vários dispositivos. Esta opção não está disponível para a aplicação do Messenger do Facebook, na nova aplicação de vídeo do Instagram IGTV ou no desktop.

A possibilidade de controlar o tempo que passa nas redes sociais surge numa altura em que o Facebook está a fazer alterações nas suas áreas de foco. Em janeiro, o CEO do Facebook Mark Zuckerberg escrevia na sua conta: "Uma das nossas prioridades em 2018 é garantir que o tempo que passamos no Facebook é bem gasto".

O Facebook é a última empresa a juntar-se ao movimento "Tempo bem Gasto", do Center for Humane Technology, que defende a qualidade no tempo que as pessoas estão online. A Apple apresentou, na sua última atualização do IOS, em junho, uma ferramenta que permite aos utilizadores saber quanto tempo estão a passar nos seus telefones e como é que estão a gastar esse tempo.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

"Corta!", dizem os Diáconos Remédios da vida

É muito irónico Plácido Domingo já não cantar a 6 de setembro na Ópera de São Francisco. Nove mulheres, todas adultas, todas livres, acusaram-no agora de assédios antigos, quando já elas eram todas maiores e livres. Não houve nenhuma acusação, nem judicial nem policial, só uma afirmação em tom de denúncia. O tenor lançou-lhes o seu maior charme, a voz, acrescida de ter acontecido quando ele era mais magro e ter menos cãs na barba - só isso, e que já é muito (e digo de longe, ouvido e visto da plateia) -, lançou, foi aceite por umas senhoras, recusado por outras, mas agora com todas a revelar ter havido em cada caso uma pressão por parte dele. O âmago do assunto é no fundo uma das constantes, a maior delas, daquilo que as óperas falam: o amor (em todas as suas vertentes).

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O voluntariado

A voracidade das transformações que as sociedades têm sofrido nos últimos anos exigiu ao legislador que as fosse acompanhando por via de várias alterações profundas à respetiva legislação. Mas há áreas e matérias em que o legislador não o fez e o respetivo enquadramento legal está manifestamente desfasado da realidade atual. Uma dessas áreas é a do voluntariado. A lei publicada em 1998 é a mesma ao longo destes 20 anos, estando assim obsoleta perante a realidade atual.