A Zippy lançou uma coleção sem género e as reações não foram boas

A marca desenvolveu uma linha com peças que podem ser usadas tanto por meninos como por meninas. Ao DN, diz que não está associada a ideologias ou movimentos.

A Zippy lançou uma coleção de roupa sem género - a Happy -, que está a dar que falar nas redes sociais. Ao partilhar a informação sobre a nova linha de roupa para criança no Facebook, as reações dividiram-se: enquanto alguns internautas aplaudem a iniciativa e dão os parabéns à marca, há quem a acuse de fazer uma "campanha LGBT" e ameace não voltar a fazer compras nas lojas da marca.

"Nem quero acreditar, a Zippy prefere perder clientes de famílias numerosas que durante anos contribuíram para o vosso sucesso, em nome da inclusão do genderless que mais não é do que um atentado às crianças. As crianças nascem rapazes e raparigas, e não vai ser uma moda estapafúrdia que vai mudar a biologia, a ciência e a evolução antropológica do ser humano. Zippy nunca mais", escreveu Patrícia Sousa Uva.

As reações negativas repetem-se na caixa de comentários. "Lamentável a agenda política, não vale tudo, muito menos quando falamos de crianças", diz Paulo Santos. E são muitos os que asseguram não voltar a fazer compras na Zippy. " Adeus Zippy e restantes marcas do grupo, deviam ter vergonha e mais discernimento", escreve António Lopes. Já Filipa Sousa, outra das utilizadoras que diz: "Zippy nunca mais", acusa a marca de fazer "uma campanha pro LGBT".

Por outro lado, muitos internautas dão os parabéns à marca pela linha, que está integrada na coleção de primavera. "Parabéns Zippy! A maldade está nos olhos de quem a vê... Se mostrarmos uma peça de roupa a uma criança, para ela vai ser o que é na realidade, vai ser meramente um casaco, uma blusa... nada mais... Continuem com o excelente trabalho", diz Joana Charneco.

"Muitos parabéns Zippy! Para além de ser uma coleção muito bem conseguida do ponto de vista estético é também um passo para mudar as mentalidades pequeninas que pairam sobre este país", escreve Catarina Gouveia Homem.

Contactada pelo DN, a Zippy diz que a coleção Happy "não tem qualquer associação a ideologias ou movimentos, sejam eles quais forem". Esta é, segundo a marca, "uma coleção cápsula com peças unissexo, que podem ser usadas tanto por meninos como por meninas, e que materializa o espírito prático e funcional da Zippy"

Com esta linha, a marca pretende "ajudar os pais na hora de vestir as suas crianças, dando-lhes opções versáteis e que podem ser passadas de irmãos para irmãs, de primas para primos, e vice-versa".

Quando lançou a campanha, a marca emitiu um comunicado no qual explicava que "o conceito HAPPY nasce da necessidade da ZIPPY quebrar barreiras e estereótipos, com uma coleção cheia de cor inspirada nos looks preppy sport dos anos 80, em que os produtos podem ser usados indiferenciadamente por meninos e meninas".

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