A Lua tem cores que os nossos olhos não veem. Esta foto revela-as

O astrofotógrafo Andrew McCarthy, que já tinha mostrado a Lua em alta-resolução, revela agora o satélite natural da Terra colorido consoante os minerais que dominam a superfície.

Depois da Lua em alta-resolução, o astrofotógrafo Andrew McCarthy criou uma imagem do satélite natural da Terra a cores. "Enquanto as minhas imagens prévias vos mostravam os detalhes que poderiam ver se os vossos olhos fossem mais nítidos, esta mostra como a Lua poderia parecer se os nossos olhos e cérebro fossem muito mais sensíveis à cor", explicou.

O azul revela um alto teor de titânio, enquanto os laranjas representam um nível reduzido de titânico no basalto", escreveu McCarthy no Reddit,

Supermoon colors revealed

McCarthy usou os dados de 150 mil fotos da Lua para criar esta fotografia em que revela as cores da geologia do satélite natural da Terra. "A imagem mais avant-garde das minhas últimas fotografias da Lua, esta imagem é o resultado de uma série de ajustes à foto da superlua", disse, referindo-se à imagem que já tinha partilhado da Lua em alta-resolução.

"A cor já estava naquela fotografia, escondida atrás do brilho do albedo da Lua, e representa o conteúdo mineral da nossa lua", indicou. O albedo é a relação entre a quantidade de luz refletida de uma maneira difusa por um corpo não luminoso e a quantidade de luz incidente.

"Enquanto as minhas imagens prévias vos mostravam o detalhe que podiam ver se os vossos olhos fossem mais nítidos, esta mostra como a Lua podia parecer se os nossos olhos e cérebro fossem muito mais sensíveis à cor", explicou McCarthy.

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Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.