40% dos estudantes universitários formam-se para profissões inexistentes

Empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab desafia os estudantes a explorarem a área das tecnologias da informação

Um estudo desenvolvido pela empresa de cibersegurança Kaspersky Lab dá conta de 40% dos estudantes universitários se estarem a preparar para profissões que ainda não existem, isto numa altura em que há cada vez mais preocupações sobre o facto de a inteligência artificial poder vir a tirar o lugar aos trabalhadores.

Entre as várias profissões inexistentes estão telecirurgiões (operar remotamente através de robôs, sem ser necessário tocar nos pacientes), especialistas de interação entre humanos e robôs (ensinar os robôs a interagirem com as emoções humanas e explicar às pessoas como se comunica com dispositivos), arquitetos de realidade aumentada (conceber e apresentar aos clientes modelos 3D de edifícios para ver como ficarão os espaços no local da construção, através da realidade aumentada), programadores de smarthomes (criação de sistemas e algoritmos que se adaptam a várias habitações, uma vez que as casas inteligentes precisam de um ecossistema adaptado aos hábitos, necessidades, espaço e dinâmica da família do proprietário) e designer de objetos 3D (projeção de objetos que poderão ser feitos através de dispositivos, como é o caso de peças de vestuário).

"É incrível como mais de 40 por cento dos estudantes estão a pensar em carreiras que ainda não existem, uma vez que quase todas as profissões no seu formato atual vão mudar substancialmente ao longo dos próximos 20 anos, tendo em conta que a tecnologia e a indústria 4.0 - e especialmente a inteligência artificial - irão revolucionar o mercado laboral e as competências necessárias. A adaptação e a aprendizagem ao longo da vida são elementos fundamentais, por isso, os estudantes deverão sempre pensar de que forma as suas competências poderão ser transferidas para qualquer carreira que eles escolherem", disse Steve Sully, diretor associado da agência global de recrutamento Robert Half Technology.

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