20 mil professores colocados nos concursos

Listas foram publicadas há momentos no portal da Direção-Geral da Administração Escolar. Apenas seis mil colocações são de professores contratados, metade dos quais em horário incompleto

Um total de 20 mil docentes foram colocados nos concursos nacionais, acaba de confirmar o Ministério da Educação. Concretiza-se assim a aspiração dos diretores de verem as listas divulgadas antes do final do mês, de forma a que os docentes possam apresentar-se nas escolas a partir de segunda-feira.

Listas dos concursos podem ser consultadas aqui

Este ano realizaram-se sete concursos distintos: concurso interno antecipado, concurso externo ordinário, concurso externo extraordinário, concursos interno e externo do ensino artístico, mobilidade interna e contratação inicial. De acordo com o Ministério, "foram vinculados cerca de 3500 professores, que se vão somar aos também cerca de 3500 docentes que vincularam no ano passado, o que representa um número de vinculações sem precedentes. Na mobilidade interna foram distribuídos cerca de 14 000 horários a docentes do quadro [quadros de escola e agrupamento e de zona pedaghógica], dos quais cerca de 11 000 em horários completos e cerca de 3 000 em horários incompletos. Na contratação inicial [contratos anuais] ficaram colocados perto de 6000 docentes contratados, dos quais cerca de 3000 em horários completos.

Repetição de concurso para os docentes dos quadros acabou por favorecer... os contratados

O número de contratos anuais com horário completo, tal como tem vindo a acontecer nos últimos anos na chamada contratação inicial, não é muito significativo. No entanto, o Ministério da Educação dá a entender que poderia ter sido bastante mais baixo. Os docentes sem vínculo permanente com o Ministério da Educação acabaram por beneficiar da decisão da Assembleia da República, que ordenou a repetição dos concursos da mobilidade interna do ano passado, por não ter sido então permitido aos docentes do quadro concorrerem a horários incompletos.

"Em cumprimento da Lei da Assembleia da República n.º 17/2018, de 19 de abril - foram distribuídos horários completos e horários incompletos na mobilidade interna aos professores do quadro", confirma o Ministério. "Esta circunstância explica a necessidade de contratar cerca de 3000 docentes externos para ocupar horários completos, apesar de terem vinculado aos quadros 7000 professores nos últimos dois anos".

Refira-se que, minutos antes da divulgação das listas, o secretário geral da Fenprof, Mário Nogueira, tinha criticado o facto de "a um dia útil" do final do prazo, ainda não terem sido anunciadas estas colocações. Os diretores das escolas também tinham apelado á divulgação urgente das listas.

Ler mais

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.