Futuros médicos. Prestes a "meter as mãos na massa", a covid-19 mandou-os para casa
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Futuros médicos. Prestes a "meter as mãos na massa", a covid-19 mandou-os para casa

Mais uns meses e Mar e Catarina estariam a enfrentar a covid-19 dentro de um hospital. São finalistas de Medicina, apesar do cancelamento de parte dos seus estágios finais. A prática do curso foi substituída por conversas através de um ecrã. Já José, a fazer o internato geral, teve de arregaçar as mangas no terreno. Este texto foi publicado originalmente no dia 13 de junho e faz parte de um lote de trabalhos relacionados com a covid-19 que o DN está a republicar.

Quando a covid-19 chegou a Portugal, em março, uma das primeiras reações das escolas de medicina, além de fecharem as portas, foi retirar do terreno os alunos que estavam a estagiar; proteger quem ainda não tinha de lidar com o desafio de uma pandemia à escala mundial. Muitos estudantes ficaram com meses de experiência no terreno por cumprir, em que deveriam estar a seguir os futuros colegas e a viver a realidade dos hospitais e dos centros de saúde por dentro. Assistiram de fora ao desenrolar de um combate que provavelmente teriam de travar se o novo coronavírus tivesse sido descoberto daqui a uns meses.

Catarina Nunes, 23 anos, é finalista do curso de Medicina da Universidade de Lisboa e encontrava-se no serviço de cirurgia geral do Hospital Amadora-Sintra, quando lhe disseram que não poderia continuar a ir diariamente à unidade hospitalar. Prestes a terminar a formação básica de um médico, viu cancelado o estágio final, que tinha começado em outubro e que deveria ir até junho.

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