Das baleias a insetos ciborgues: uma história de animais espiões

A baleia branca encontrada na Noruega não é o primeiro caso de animais espiões. Uma lista de experiências insólitas

As autoridades norueguesas suspeitaram esta semana que uma baleia branca encontrada junto à vila de Inga fosse uma espiã ao serviço da Rússia. Segundo os pescadores, quando o animal foi encontrado tinha um arnês preso ao seu corpo onde parecia ter uma câmara ou uma arma colocada, onde se podia ler "Equipamento de São Petersburgo".

Os russos negaram qualquer tipo de envolvimento, mas a verdade é que esta não seria o primeiro esquema de espionagem a envolver animais, de acordo com a CNN. Depois de pombos utilizados durante a Primeira Guerra Mundial como mensageiros e golfinhos treinados para realizar buscas subaquáticas, existem diversos planos que envolvem animais em operações de espionagem, alguns mais bem-sucedidos que outros.

Veja alguns dos planos mais recentes que juntam os animais e as forças de inteligência internacionais.

Gatos - o membro mais pequeno da CIA

Um dos primeiros traços necessários para ser um espião é ser discreto e misterioso. Daí, em 1960, a CIA ter investido cerca de 14 milhões de dólares em dispositivos de escuta pequenos o suficiente para inserir dentro dos animais e conseguir obter informações sobre as forças especiais russas.

Apesar da esperança no sucesso da operação por parte das autoridades americanas, o plano acabou por falhar quando o gato utilizado foi atropelado em frente à embaixada soviética em Washington.

Morcegos - Armas de fogo

Não é necessário ser um homem-morcego como o Batman para conseguir ser uma arma poderosa. Pelo menos, na opinião dos americanos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, um dentista sugeriu encaixar dispositivos incendiários minúsculos nos animais. O plano era soltar os animais em cidades japonesas, depois de os treinarem para se esconderem em edifícios, e a seguir fazê-los explodir, causando assim uma tempestade de fogo e o pânico entre a população.

Depois de vários testes falhados, a ideia acabou por nunca ir para a frente.

Insetos ciborgues - a ameaça do séc. XXI

Em 2008, a New Scientist expos a tentativa da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA de utilizar insetos para dispositivos de escuta. A ideia era inserir fios nos nervos dos animais e conseguir controlá-los à distância.

Atualmente, já não se pensa em inserir fios nos animais mas sim em criar dispositivos de escuta que se pareçam com insetos reais.

Esquilos e aves detidos

O facto de os animais já serem considerados parte de diversas operações de espionagem deixa algumas pessoas confusas e gera algumas atitudes vistas como estranhas ou até um pouco cómicas.

Em 2007, o exército iraniano prendeu uma "equipa" de 14 esquilos encontrados perto de uma central nuclear, mas nunca se chegou a perceber de onde estes vinham e se estavam envolvidos em algum esquema.

As aves são outro dos animais mais comuns associados a esquemas de espionagem. Em 2013, uma cegonha foi detida no Egito por ter um pacote suspeito preso no seu bico. Apesar das suspeitas, a ave estava apenas a ser estuda por cientistas e era "inocente".

Macaco não viveu para contar a sua história

Segundo a lenda, durante as guerras Napoleónicas, um navio francês foi destruído na costa nordeste de Inglaterra. Um macaco que estava no navio acabou por procurar abrigo na cidade de Hatlerpool em Inglaterra.

As pessoas da cidade nunca tinham visto um macaco antes e ficaram tão surpreendias como desconfiadas ao ouvir os sons feitos pelo animal. Com medo que este fosse um inimigo e um espião francês, decidiram enforcá-lo na praia publicamente.

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