Cueto-Coventosa, uma das grutas mais míticas (e com mais resgates) de Espanha

Situada no município de Arredondo, na Cantábria, a gruta de Cueto-Coventosa é conhecida desde tempos imemoriais, mas as primeiras explorações em profundidade só se realizaram em 1958.

"Não foi a primeira explorada, nem é a maior, nem a que tem maior desnível, nem a mais difícil, mas tem algo que a torna especial. Nenhum espeleólogo pode deixar de tentar, pelo menos uma vez na vida, a sua travessia". É assim que a Fundação Espeleosocorro Cántabro descreve a gruta de Cueto-Coventosa, onde quatro espeleólogos portugueses estão desaparecidos desde sábado.

Conhecida desde tempos imemoriais, só em 1958, esta gruta, situada no município de Arredondo, na Cantábria, foi explorada. Com 695 metros de desnível, entre as duas entradas (805 metros no ponto mais profundo), estende-se por mais de seis quilómetros na horizontal e o seu famoso poço Juhué tem 302 metros.

Quem pretende atravessá-la tem de realizar vários troços a nado. "Pôr em prática todas as técnicas espeleológicas", afirma a mesma fundação, referindo este facto como parte do atrativo daquela que é descrita como "O Monte Branco da espeleologia".

Considerada um "clássico" pelos espeleólogos, a exploração da gruta de Cueto-Coventosa é uma das mais exigentes e, talvez por isso, uma das que obriga a mais resgates em Espanha: ao todo, 25, desde que há registos.

Apesar de os resgates se multiplicarem, nestes 25 casos, apenas um espeleólogo britânico morreu - em 1991. Cinco praticantes de espeleologia ficaram feridos e 18 foram resgatados sãos e salvos.

O último resgate teve lugar em julho, quando três espeleólogas da Catalunha foram resgatadas após se terem perdido nos túneis da gruta, onde ficaram durante um dia até chegarem as equipas de socorro.

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