Autoridade de saúde norte-americana teve de recomendar que não se lave ou reutilize preservativos

Estudo divulgado pelo Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA indica que o preservativo é utilizado por apenas três 3% dos norte-americanos

O Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA emitiu uma nota nas redes sociais a relembrar as pessoas que os preservativos só podem ser usados uma única vez.

Este organismo norte-americano sentiu necessidade de informar que se deve utilizar apenas um preservativo para cada ato de sexo vaginal, anal e oral, uma vez que a sua reutilização pode rasgar o tecido que o comopõe. Além disso, a água e o sabonete não chegam para eliminar vírus, bactérias e o sémen após a sua utilização. A CDC também pede para as pessoas estarem atentas às datas de validade dos preservativos e para não os guardarem nas carteiras.

"Nós falamos sobre isto porque as pessoas fazem-no: parem de lavar ou reutilizar preservativos! Utilize um novo para cada ato sexual", pode ler-se numa publicação no Twitter.

Segundo a imprensa norte-americana, este alerta pode estar relacionado com a divulgação de dados sobre as doenças sexualmente transmissíveis no país.

No site da CDC é possível ler informações referentes aos preservativos masculinos e femininos e a eficácia de cada um deles, na prevenção da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis, como a hepatite e o HIV.

De acordo com um estudo publicado em 2012 pela revista Sexual Health, entre 1,4% e 3,3% dos norte-americanos reutilizaram um preservativo durante um encontro sexual por, pelo menos, duas vezes. O mesmo estudo refere que 50% dos inquiridos admitiram colocar o preservativo demasiado tarde, enquanto outros 44,7% dizem tê-lo retirado demasiado cedo. Por outro lado, há quem os desenrole antes de os colocar.

Em 2017 a CDC publicou um estudo que dá conta de apenas 3% dos norte-americanos usarem preservativos.

Já em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) refere que apenas 19% das pessoas utilizam preservativo sempre que têm relações sexuais, sendo que menos de metade utilizam-no sempre que vão iniciar um relacionamento.

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