Atrasos na construção de dois centros de saúde em Coimbra. PCP questiona governo

O início das obras dos novos centros de saúde estava previsto para 2018

O PCP questionou o Governo sobre os atrasos na construção dos centros de saúde Fernão Magalhães e de Celas no concelho de Coimbra e da falta de pessoal na Unidade de Saúde Familiar de Condeixa-a-Nova.

Através de perguntas efetuadas ao governo na Assembleia da República, a que a agência Lusa teve esta quarta-feira acesso, a deputada Ana Mesquita questionou a razão de não terem avançado as obras de construção do centro de saúde da Fernão Magalhães, previstas e anunciadas publicamente em 2018.

"Para quando a construção? Confirma o governo que a construção deste Centro de Saúde se mantém no mesmo local, no antigo parque de estacionamento da Segurança Social?", questionou a parlamentar.

O atual Centro de Saúde serve cerca de 30 mil pessoas e funciona há anos num espaço "sem o mínimo de condições para o desempenho das suas funções e para o conforto dos utentes", lê-se no documento.

Concursos públicos ficaram desertos

A construção do Centro de Saúde Fernão de Magalhães tinha um custo estimado de 3,6 milhões de euros, tendo sido submetido a concurso ao Programa Operacional Centro 2020. O começo das obras estaria previsto para 2018, com conclusão prevista para 2020.

"Não se vislumbra qualquer início de obras no local, findaram os prazos para apresentação de propostas de construção e, apesar do concurso ter sido prorrogado, ficou deserto. Ouvem-se já rumores de que o novo Centro de Saúde não irá avançar neste local e que poderá até vir a ser construído junto ao rio Mondego, ficando concluído somente no final da próxima década", lê-se no documento.

A mesma situação passou-se no concurso de construção do novo Centro de Saúde de Celas, que ficou deserto.

Construído nos anos 40, o edifício que corresponde ao antigo Centro de Saúde de Celas possui vários blocos que acolhem duas unidades de saúde familiar, uma unidade de cuidados na comunidade e uma unidade de cuidados de saúde personalizados.

Em 18 de março de 2018 foi adjudicado o concurso para a realização de uma empreitada de obras de remodelação no valor de 1.463.414,63 euros.

O concurso ficou deserto e acabou por ser prorrogado em 22 de março deste ano, mas nenhuma empresa voltou a apresentar propostas.

Falta de pessoal na Unidade de Saúde Familiar de Condeixa-a-Nova

A deputada do PCP questionou que "medidas vai o governo tomar perante esta situação" e se considera reforçar "as verbas disponíveis para a realização de um novo concurso público".

Numa outra pergunta parlamentar, Ana Mesquita alertou para a falta de pessoal de secretariado clínico na USF de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, que "se encontra com graves dificuldades de funcionamento" ao ponto do atendimento ao público ter sido encerrado.

"A falta de pessoal põe em causa o funcionamento desta unidade, situação que se torna insustentável em períodos de férias ou de baixa médica do pessoal", sublinhou.

A parlamentar comunista questionou se "o governo tem conhecimento desta situação e que medidas urgentes vai tomar para garantir o normal funcionamento da unidade".

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