Alemanha: Pais que não vacinem os filhos contra o sarampo serão multados em 2500 euros

O governo alemão quer multar os pais que não vacinem os filhos contra o sarampo. E elaborou um projeto de lei que prevê multas que podem ir desde os 2500 até aos 2800 euros.

"Quero erradicar o sarampo". Esta foi a justificação que o ministro da Saúde alemão deu numa entrevista ao jornal Bild am Sonntag a propósito do novo projeto de lei que prevê multas para pais que não vacinem os filhos.

Jens Spahn afirmou que "qualquer criança que entre num jardim de infância ou numa escola deve estar vacinado contra o sarampo", acrescentando que: ou os pais provam que os filhos estão vacinados ou se arriscam a enfrentar multas ou até a exclusão da creche ou da escola em que andam os seus filhos.

A proposta surge numa altura em que a Alemanha regista um dos números mais elevados de casos de sarampo na Europa, desde março de 2018 até fevereiro deste ano. Ao todo, são 651 casos, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC). E o grande problema na Alemanha tem a ver com o facto de uma grande parte das crianças, cerca de 93%, não ter tomado a segunda dose da vacina, necessária para que a proteção seja eficaz. "São necessárias duas doses da vacina para proteger as crianças do sarampo", alertou o ministro.

Mas no topo da lista em casos de sarampo encontra-se a Itália, com 2498 casos relatados no último ano.

De acordo com um estudo da UNICEF, publicado na semana passada, em 2017, o sarampo já matou 110 mil pessoas em todo o mundo, principalmente crianças.

Mais de 22% do que no ano anterior. Ainda segundo o relatório este aumento tem a ver com o facto de todos os anos cerca de 20 milhões de crianças falharem a primeira dose da vacina contra o sarampo.

A Alemanha não é o primeiro país a propor multas para crianças não vacinadas. No mês passado, a cidade de Nova York declarou que aqueles que vivem nos bairros onde há um surto em curso e que não receberam a vacina ou não têm evidência de imunidade, podem ser multados também.

Esta medida nos EUA surge como resposta a um surto de sarampo que afetou a comunidade judaica ultra-ortodoxa em Williamsburg. São necessárias duas doses da vacina para proteger as crianças do sarampo.

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