60 farmácias tiveram de pedir apoio aos serviços da ANF

A Associação Nacional das Farmácias alertou na manhã de sábado que uma intervenção no sistema informático da saúde poderia causar grandes atrasos no acesso a medicação em receitas eletrónicas. Durante a tarde, farmácias de todo o país pediram apoio para resolver algumas situações.

Durante a tarde deste sábado, 60 farmácias tiveram de solicitar apoio aos serviços da Associação Nacional de Farmácias (ANF) para conseguirem resolver situações relacionadas com o acesso de doentes à prescrição em receitas eletrónicas.

A ANF tinha alertado os utentes com receitas para as aviarem até 13.00, já que o sistema informático da saúde iria ser desligado das 14.00 deste sábado até às 08.00 de domingo, para uma intervenção, o que poderia causar "grandes atrasos".

A ANF teve de delinear um plano para reforçar as equipas de forma a garantir resposta aos doentes urgentes que se apresentem naquele período com receita eletrónica nos telemóveis.

Mas fonte da associação explicou ao DN que o alerta lançado à população fez atenuar o impacto desta situação, com menos utentes a dirigir-se às farmácias para levantarem receitas.

Após o alerta da ANF, o Ministério da Saúde veio esclarecer que a intervenção era necessária e de "elevada complexidade na infraestrutura EXADATA". O objetivo era o de "melhorar a performance, ampliando a acessibilidade e beneficiando todo o sistema informático".

Da parte do ministério foi ainda deixada a garantia de que não haveria "o risco de algum cidadão ficar sem acesso a cuidados de saúde" nem a "dispensa de medicamentos".

Mas o diretor de Sistemas de Informação da ANF, Miguel Lança, referia num comunicado enviado à Lusa "ser incompreensível que só tenham sido avisados pelos serviços do Ministério da Saúde desta intervenção na sexta-feira ao final da tarde.

O responsável considerou ser "inaceitável" que "um distúrbio desta magnitude" no sistema de suporte às receitas médicas apenas seja comunicado "subitamente, de véspera", impedindo médicos, farmácias e os próprios doentes "de planificarem alternativas".

Para os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), "a preparação da intervenção ao sistema informático decorre há várias semanas, envolvendo as diversas instituições do Serviço Nacional de Saúde, associações nacionais e ordens profissionais em todo o processo, de forma a mitigar possíveis constrangimentos através da ativação das medidas de contingência necessárias".

A previsão é de que o sistema esteja desligado até à manhã deste domingo, tendo o horário das 14.00 de sábado até às 08.00 de domingo sido escolhido "a pensar na redução do eventual impacto na vida dos cidadãos e nos vários fusos horários dos técnicos especialistas internacionais envolvidos, remotamente, nesta intervenção", justificou o SPMS.

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