Donald Trump garante que não tem necessidade de recorrer novamente ao congresso para ver validadas das tarifas de 15% anunciadas no sábado, 21 de fevereiro."Como presidente, não tenho que regressar ao Congresso para ter a aprovação das tarifas", diz o presidente norte-americano.Através de uma publicação na rede social "Truth Social", diz que a luz verde "já foi obtida, de várias formas, há muito tempo", no que diz respeito a tarifas anunciadas no passado. O presidente dos EUA criticou, uma vez mais, a decisão "ridícula e mal trabalhada" do Supremo Tribunal do EUA, ao decidir bloquear a aplicação das tarifas..A decisão do Supremo Tribunal dos EUA de impedir a aplicação de novas tarifas deixou Donald Trump desiludido.Através da rede social "Truth Social", o presidente dos EUA fez saber pelas 14 horas desta segunda-feira, 23 de fevereiro, que a administração que lidera tem a capacidade de "fazer coisas 'terríveis' a países estrangeiros", ainda que não tenha mencionado nomes concretos. Ao mesmo tempo, Trump lembra que a Justiça norte-americana "aprovou todas as outras tarifas, que são muitas e podem ser usadas de uma forma muito mais poderosa e rude", lê-se na publicação.Recorde-se que o próprio anunciou tarifas de 10% sobre todas as importações, na sexta-feira. Foi já no sábado que o chefe de Estado fez subir a fasquia, até aos 15%.Ora, o Supremo Tribunal dos EUA está encarregue de validar ou impedir estas medidas impostas por Donald Trump. Perante a decisão desfavorável, Trump escreve que "o nosso incompetente Supremo Tribunal fez um ótimo trabalho para as pessoas erradas", aponta, entre outras críticas àquele órgão de Justiça. "Não tarda, estão a regular a favor da China e outros", alerta Donald Trump..Os principais índices norte-americanos abriram em baixa, depois de Donald Trump ter anunciado que quer tarifas recíprocas de 15%, em resposta à decisão do Supremo Tribunal, que considerou inconstitucionais as tarifas anunciadas pela Casa Branca.O industrial Dow Jones perdeu mais de 600 pontos desde o início da negociação. Empresas como a Nike e a Gap registavam perdas superiores a 3,5%.