Temido pede voto no PS contra AD da direita dos "muros". Bugalho confiante de que portugueses vão "escolher a segurança da estabilidade"
Fotomontagem DN

Temido pede voto no PS contra AD da direita dos "muros". Bugalho confiante de que portugueses vão "escolher a segurança da estabilidade"

A campanha para as europeias de domingo chega hoje ao fim e todos os partidos com representação parlamentar ou encerram as suas ações ou realizam arruadas em Lisboa.
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A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, acusou os outros partidos de falta de coerência com "aquilo que propagandeiam", afirmando que Livre, BE, PCP, PS, PSD, IL e Chega "não servem os direitos das próximas gerações".

"Já os vemos a passear com cães em campanha, a visitarem associações, vemos também a dizerem que são amigos do ambiente, vemos a dizer que são todos agora muito preocupados com os direitos das mulheres, mas a verdade é que na hora de votar não são coerentes com aquilo que propagandeiam", afirmou Sousa Real, no discurso de encerramento da campanha para as eleições europeias do próximo domingo.

Falando no Jardim da Estrela, em Lisboa, a líder do PAN destacou que "nem o Livre, nem o Bloco de Esquerda, nem o PCP, nem o PS, nem o PSD, nem a Iniciativa Liberal, e menos ainda o Chega, servem os direitos das próximas gerações".

"Não servem os direitos das presentes gerações e não servem os direitos das próximas gerações", argumentou.

Inês Sousa Real, que pediu a eleição de Pedro Fidalgo Marques, realçou que "o PAN faz falta", porque "tem sido coerente".

"Nós queremos levar uma agenda progressista para a Europa. Queremos devolver a esperança e um futuro melhor às pessoas. Queremos promover a economia verde, a descarbonização da economia, fomentar os transportes públicos em detrimento do financiamento à indústria fóssil, em detrimento do investimento à pecuária intensiva. Queremos garantir que, naquilo que diz respeito aos direitos humanos, os direitos das mulheres têm de ser respeitados. Não vamos dar nenhum passo atrás", precisou.

A líder do PAN lembrou ainda os jovens portugueses que se veem forçados a emigrar, referindo que não aceita a discriminação.

"Somos um país de emigrantes. Da mesma maneira que não aceitámos que fossem discriminados, também não aceitamos que se discrimine na União Europeia ou em Portugal os imigrantes, porque todos temos de ser respeitados, porque queremos uma sociedade inclusiva. Queremos garantir que há, sem discriminação, o acesso à habitação, ao emprego, à integração, à aprendizagem da língua portuguesa", frisou.

Por sua vez, o cabeça de lista do PAN às europeias, Pedro Fidalgo Marques, recordou que o PAN "foi o único partido que trouxe para cima da mesa a defesa dos direitos humanos".

"Nós temos o risco do crescimento da extrema-direita na Europa. Temos assistido a uma crescente onda de medo, de desinformação. E o que é que isso adianta? Nada. O que é que o Chega tem feito? Nada. São 50 [deputados] e continuam a não fazer nada. Um voto na extrema-direita é um voto deitado ao lixo", criticou.

Pedro Fidalgo Marques frisou que "o caminho tem que ser um voto responsável, em partidos credíveis, que estão para apresentar soluções responsáveis e de uma economia verde".

Em Portugal, as eleições europeias realizam-se em 09 de junho e serão disputadas por 17 partidos e coligações: AD, PS, Chega, IL, BE, CDU, Livre, PAN, ADN, MAS, Ergue-te, Nova Direita, Volt Portugal, RIR, Nós Cidadãos, MPT e PTP. Serão eleitos 21 deputados.

O líder do Chega fez hoje um derradeiro apelo ao voto para as europeias de domingo e disse que o partido se apresenta às eleições para ganhar e não para "ficar em segundo ou terceiro".

"Quero pedir que ninguém fique em casa no domingo. Domingo tem de ser o nosso dia", afirmou André Ventura no comício de encerramento da campanha, em Viana do Castelo.

O presidente do Chega disse que o partido apresenta-se a estas eleições europeias "não para ficar em segundo ou terceiro", mas sim para as vencer.

"Nós vamos ganhar estas eleições", apontou, insistindo que para o Chega ter "uma vitória no domingo" é preciso "levar toda, toda, toda a gente a votar".

Discursando imediatamente antes, o cabeça de lista do Chega disse criticou os adversários e disse não perceber o que os move.

O antigo embaixador disse que durante a sua carreira enquanto diplomata não viu "nenhum dos candidatos aparecer, negociar um acordo, conferenciar com outros países", e contrapôs que esteve "40 e tal anos no estrangeiro a defender Portugal e os portugueses".

"Foi a minha missão. Ser diplomata é como ser padre, é uma missão", defendeu.

António Tânger Corrêa afirmou também que não tinha necessariamente de ser candidato às europeias, mas que aceitou o convite porque o presidente do partido lhe pediu mas também "por Portugal e pelos portugueses".

Falando na imigração, o primeiro candidato do Chega ao Parlamento Europeu considerou que o "que está a acontecer é uma substituição da população".

O fundador do BE Fernando Rosas alertou hoje que "acabaram as simulações de cordoes sanitários" entre a direita e a extrema-direita, num discurso em que criticou "a política belicista paga à custa dos rendimentos e pensões".

"A aliança da direita de von der Leyen [presidente da Comissão Europeia] com a extrema-direita de Meloni [primeira-ministra italiana] é isso que anuncia: acabaram se as simulações de cordões sanitários", afirmou Fernando Rosas no comício de encerramento da campanha do BE para as eleições europeias, em Almada, distrito de Setúbal.

Numa intervenção de cerca de quinze minutos, Fernando Rosas acusou "o centrão e as direitas" de levarem a cabo "uma campanha eleitoral alegre e vácua", onde a "única exceção é a voz da esquerda que o BE representa e a Catarina Martins corporiza".

Rosas acusou esse "centrão e direitas" de quererem esconder "que a campanha belicista de ataques à paz e ao agravamento das desigualdades e discriminações tem como pano de fundo a aliança da direita neoliberal com a nova extrema-direita, num projeto de subversão política da democracia que poderá redundar, se não lhe fizermos frente, em regimes nacionalistas e autoritários e de novo tipo ou de tipo fascista".

O fundador bloquista criticou ainda "a política belicista e a corrida aos armamentos" que vai ser "pago à custa do fundos de coesão, ou seja, à custa dos rendimentos e das pensões dos trabalhadores reformados europeus".

O historiador considerou que se desenha perante "os povos da Europa" um ataque "sem precedentes e multiforme ao princípio da igualdade".

"Tudo apoiado nas regras discriminatórias e antidemocráticas da governação económica e social da União Europeia que urge combater, a par da luta social no terreno", defendeu.

Rosas deixou ainda um apelo final ao voto no BE, perante a cabeça de lista, Catarina Martins, e uma plateia na qual também estava a coordenadora do partido, Mariana Mortágua, além de figuras como o fundador e antigo líder, Francisco Louçã.

"Por essa Europa da luta toda nos batemos, correndo por dentro e por fora das instituições europeias e ficamos, e continuamos, com ou sem ventos de feição. O próximo passo é levar a Catarina Martins e o José Guilherme ao parlamento europeu, todos às urnas no próximo domingo", apelou.

Antes, o 'número dois' da lista ao Parlamento Europeu, José Gusmão, garantiu que "todos os que votarem na Catarina, em cada dia dos próximos cinco anos, ficarão contentes de a ter eleito e de a ter no Parlamento Europeu a falar, a defender o país e os que mais sofrem".

A deputada Joana Mortágua garantiu que o BE "não anda na Europa lamber as botas de Macron, von der Leyen, nem de ninguém" no Parlamento Europeu, e juntou-se aos apelos ao voto nas últimas horas de campanha eleitoral do partido. 

O cabeça de lista da CDU às europeias encerrou hoje a campanha a pedir que o apoio que sentiu "não se fique pelas palmadinhas nas costas" e considerou que está ao alcance da coligação "um grande resultado eleitoral".

No comício de encerramento da campanha eleitoral da CDU, no Barreiro, distrito de Setúbal, João Oliveira disse, perante uma sala cheia, que tem confiança "num grande resultado eleitoral" porque, durante a campanha, encontrou "mais apoio onde não havia", "mais manifestações de acompanhamento" das propostas da coligação e "reconhecimento" pelo seu trabalho.

"Mas é preciso que tudo isso não fique só pelas palmadinhas, é preciso que, depois das palmadinhas das costas, vá mesmo a cruz para o boletim, para que no dia 09, com mais força da CDU, esteja mais defendido o povo e o país", afirmou.

João Oliveira reiterou que, este domingo, quem vai votar "não são nem os comentadores, nem os analistas, nem as notas dos debates, nem as sondagens", acrescentando que "é o povo que decide quem quer eleger no Parlamento Europeu".

"E é preciso que o povo seja desafiado a decidir a seu favor: da defesa da melhoria das condições de vida, do desenvolvimento do país, de mais justiça social, mais progresso, desenvolvimento, em condições de igualdade para todos os cidadãos, porque só assim nós podemos fazer de Portugal um país de desenvolvimento e progresso", sustentou.

À semelhança do que fez durante a campanha, João Oliveira defendeu que é preciso perguntar aos eleitores que votaram noutros partidos políticos "de que é lhes serviu o voto noutras forças políticas para eleger outros deputados".

O cabeça de lista da CDU defendeu que PS, PSD e CDS - a que associou o Chega e a IL -, estiveram de acordo "com cortes na União Europeia, incluindo nos cortes dos fundos para Portugal", além de terem-se também acompanhado as reformas da PAC e da política comum das pescas.

No entanto, João Oliveira também deixou críticas indiretas ao Bloco de Esquerda, que nunca nomeou, perguntando também de que é que serviram os votos "mesmo em relação aos partidos mais à esquerda".

"De que é que serviram esses votos para eleger deputados que, no final de contas, chegaram lá e estiveram de acordo com todas as linhas de acentuação e militarização da UE, de apoiar a política de confrontação e da guerra, que no Parlamento Europeu não tiveram a coragem de recusar a diretiva dos salários mínimos que nivela por baixo os salários mínimos em toda a União Europeia", disse.

Para João Oliveira, "quem queira verdadeiramente uma alternativa, em quem possa confiar, que se bata pelos direitos dos trabalhadores", tem de votar na CDU.

Por sua vez, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, salientou que, no domingo, não se vai ver "quem é que ganha as eleições, quem é o partido mais votado, menos votado, quem faz melhor o pino", advertindo que, até às eleições, se "vai levar com essa aldrabice".

"O que nós vamos fazer no domingo é eleger só, e somente, 21 deputados: nada mais, nada menos. Não se vai eleger governos, estabilidades, nada disso: vamos eleger 21 deputados", referiu.

O líder do PCP disse também que o que vai estar na discussão não é entre quem está contra e a favor da Europa, mas "entre os que querem a Europa da injustiça, da desigualdade" e os que pretendem "uma Europa da paz e dos povos".

Paulo Raimundo pediu a mobilização dos militantes até às 19:00 de domingo e deixou uma garantia, que admitiu que não estava no "guião inicial" do seu discurso.

"Seja lá o que se passar no dia 09, cá estaremos no dia 10 para o que der e vier. Estaremos no dia 10, 11, 12, em todos os dias por esses resto dos dias que temos pela frente, com a mesma força, determinação e empenho por todos e cada um dos direitos do nosso povo", assegurou.

 cabeça de lista do BE às europeias, Catarina Martins, alertou hoje que "todos os votos contam" no domingo e que "não há desculpas para não ir" às urnas, assumindo-se como "a esquerda de confiança".

"Nos próximos cinco anos aqui estaremos. Com a determinação que nos conhecem, a convicção. O BE é o voto de confiança, é a esquerda de confiança. Que ninguém vacile, pode-se votar em qualquer lado. Todos os votos contam e sabem que a garantia dos próximos cinco anos, todos os dias ao lado de quem precisa, é o voto no BE", considerou Catarina Martins.

No comício de encerramento da campanha eleitoral, em Almada, no distrito de Setúbal, Catarina Martins quis deixar três últimas mensagens aos eleitores, começando por dizer que "não há desculpas para não ir votar", numa referência ao regime excecional destas eleições, que permite que um cidadão vote em qualquer local do país.

"A segunda coisa é que não importa onde votas, estás sempre a votar na mesma lista. Eu sei que o BE normalmente tem muito voto desperdiçado, mas não há um único voto desperdiçado nestas eleições", afirmou, referindo-se ao facto de nestas eleições haver apenas um círculo eleitoral, ao contrário das legislativas.

Por último, Catarina Martins deixou uma pergunta: "Em quem é que confias para nos próximos cinco anos te defender?".

"Em quem é que confias para estar lá quando houver um debate a sério sobre a paz e a guerra, em quem confias para vencer os generais de sofá sempre dispostos a mandar os filhos dos outros para a guerra? Em quem confias para que os direitos das mulheres nunca sejam postos em causa? Quem é que sabes que nunca vai aceitar uma Europa que deporta ou prende crianças? Quem é que sabes que quando for preciso é capaz de denunciar Putin [presidente da Rússia] e Netanyahu [primeiro-ministro de Israel]?", desafiou a bloquista.

A candidata percorreu todas as bandeiras do partido nesta campanha eleitoral, desde a defesa do "salário digno, do direito à saúde", a semana laboral de quatro dias e garantiu que o partido "estará lá quando o Banco Central Europeu decidir subir os juros da casa".

Insistindo que PS e PSD "não se distinguiram" nos últimos cinco anos no Parlamento Europeu, nomeadamente "no apoio a Ursula von der Leyen, que só tem um discurso de guerra e de medo", Catarina Martins assegurou que "um voto no BE nunca será um voto em von der Leyen".

"Um voto no BE nunca será um voto para cortar na saúde ou na educação. Um voto no BE é um voto de construção da democracia, do melhor que nós somos", afirmou.

Catarina Martins assegurou que um voto nos bloquistas nunca servirá para "pôr as pessoas umas contra as outras", defendendo "acolhimento, integração para todas as pessoas, sem exceção".

No início da sua intervenção, a bloquista deixou uma palavra de agradecimento à comunicação social, depois de hoje o presidente do Chega ter acusado os jornalistas de serem "inimigos do povo".

"Numa campanha em quem há quem tente intimidar jornalistas, é bom que se saiba que às vezes gostamos das notícias, outras vezes não gostamos, mas sabemos que democracia é só com jornalismo livre, e aqui são sempre muito bem-vindos e muito bem-vindas", afirmou.

 Confiante que o partido vence "no campo das ideias", o cabeça de lista do Livre às europeias apelou hoje ao voto numa esquerda europeísta e ecologista e lembrou que "nada está decidido até colocarmos o voto na urna".

O último discurso de Francisco Paupério foi eufórico e recebido por palavras de apoio e aplausos no jantar-comício do Livre, realizado na cantina do Templo Hindu, em Lisboa, e que encerrou duas semanas de campanha.

A apenas dois dias das eleições, o candidato fez um último apelo ao voto: "Nada está decidido até domingo e ainda podemos ter um voto ecológico, podemos ter um voto livre, um voto de esquerda, pela habitação digna, pela defesa da educação e saúde para todos, pela defesa de uma transição justa e, sobretudo, a defesa de um projeto europeu".

Numa retrospetiva da campanha e dos elogios recebidos, incluindo de alguns que o consideraram a surpresa das europeias, Francisco Paupério recusou esse papel e disse que a surpresa são as propostas do Livre.

"É o facto de termos um programa que tem efetivamente propostas e não como os outros partidos que têm apenas manifestos e intenções sem nunca saberem explicar como vão cumprir com essas intenções", defendeu.

Comparando-se aos outros partidos, elogiou ainda a forma de fazer política do Livre, que o diferencia e tornará vencedor. "Nós atacamos no campo das ideias e temos a certeza de que também ganhamos nesse campo das ideias", sublinhou.  

Também com um apelo ao voto no Livre, o porta-voz Rui Tavares considerou que nas eleições de dia 09 de junho "está em luta uma política do feio contra uma política do belo".

E o belo, em oposição à extrema-direita, é o seu partido, defendeu. "Um partido que não tem medo de dizer que sim, está apaixonado por um ideal europeu, que sim, está apaixonado pelo futuro, que sim, acreditamos que é possível".

O candidato da Iniciativa Liberal (IL) às eleições europeias pediu hoje "para ninguém ficar no sofá" no domingo e ir votar porque "a voz pertence ao povo".

"Votem, votem, votem e votem na IL", apelou João Cotrim de Figueiredo no encerramento da campanha oficial para as eleições europeias no Bairro de Alfama, numa altura em que se festejam os santos populares.

Dizendo que a voz pertence ao povo, o cabeça de lista da IL insistiu para que "ninguém fique no sofá e deixe de votar" no domingo porque estas eleições são "muito importantes".

Cotrim de Figueiredo, que desde o início da campanha traçou a abstenção como o seu grande adversário, confessou que passou a campanha a apelar ao voto porque não quer "perder demasiado tempo" a comentar a percentagem da abstenção.

"Se as pessoas forem votar estamos muito, muito perto de garantir a eleição de Ana Martins [segunda na lista da IL] e ela merece", mencionou.

Confessando já ter a mala feita para Bruxelas, onde tenciona estar terça-feira em reuniões, Cotrim de Figueiredo acredita que não vai sozinho porque o nível de confiança relativamente à eleição do segundo eurodeputado é muito grande.

"Acho que vamos merecer o grande resultado que estou convencido que vamos ter no domingo", atirou.

O liberal afirmou ainda que vai festejar mais no domingo do que as pessoas estão a imaginar porque "os partidos do costume não fizeram um bom serviço às eleições europeias".

"As pessoas ficaram um pouco perdidas, por isso, eu acho que aumentaram os indecisos na última semana", frisou.

O secretário-geral socialista considerou hoje que domingo é uma data importante também porque se vai "dizer não à arrogância da direita e do Governo da AD", apelando ao voto porque "quem manda é o povo" e não os políticos.

Para o encerramento da campanha para as europeias de domingo, o PS organizou um arraial em Chelas, Lisboa, onde Pedro Nuno Santos fez um último apelo ao voto para que "ninguém desperdice um dos direitos mais importantes".

"Dia 09 de junho é uma data importante, é uma data em que nós vamos dizer também não à arrogância da direita, não à arrogância do Governo da AD, não a quem se esquece dos direitos das mulheres, de quem trabalha e de quem trabalhou uma vida inteira", pediu.

A uma AD que "acha que pode tudo", o líder do PS deixou a certeza que "vai ter os socialistas sempre empenhados, de forma ativa, com luta, com muita dinâmica, com muita energia, a defender o povo português".

"Vamos no dia 09 votar. Que ninguém fique em casa, que ninguém desperdice um dos direitos mais importantes que nós conquistámos: o direito ao voto. Quem manda é o povo, não são os políticos", afirmou.

A presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses manifestou hoje receio de que possa "haver uma espécie de 'crash'" do sistema informático no momento da abertura das mesas eleitorais no domingo, após se terem registado falhas no ensaio geral.

Em declarações à agência Lusa, a presidente do organismo, Luísa Salgueiro, disse que, durante a simulação no passado fim de semana, "houve locais onde não foi possível estabelecer o contacto de rede", como em Matosinhos, autarquia por si presidida.

"A rede de Internet é uma rede própria e exclusiva, criada pelo Ministério da Administração Interna e fornecida pelo Ministério da Administração Interna. Portanto, nós não ligamos à Internet usualmente utilizada nos locais onde estão as mesas de voto e, no momento da simulação do teste, vários locais não tiveram possibilidade de aceder à rede", observou.

"O receio que existe é que no próximo domingo, quando todos se ligarem às seis da manhã, exista uma impossibilidade técnica de ligação dos computadores e de ligação à rede. Esse é o grande receio", sublinhou.

Luísa Salgueiro lembrou que esta semana houve uma reunião do conselho diretivo da ANMP, na qual vários municípios "relataram situações em que não tinha havido funcionamento da rede" no ensaio geral.

A também autarca de Matosinhos adiantou que os computadores foram todos entregues atempadamente pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e que o Governo garantiu que "há técnicos de para todas as mesas".

"Que o MAI e SGMAI faça um último esforço que no domingo tudo funcione bem. Da parte dos municípios, nós estamos com as equipas todas prontas e tudo apto para que o processo decorra da melhor forma possível", sustentou.

Em 15 de maio, o Ministério da Administração Interna já havia garantido que existiam técnicos de informática suficientes para assegurar o voto em mobilidade nas eleições europeias.

Segundo o MAI, existiam 19.132 inscrições para técnicos de apoio informático para as 12.100 mesas que se prevê sejam constituídas em Portugal.

Os eleitores portugueses vão poder votar no dia das eleições para o Parlamento Europeu, 09 de junho, em qualquer parte do país, ou também na véspera, se estiverem no estrangeiro, sendo o chamado voto em mobilidade a grande novidade deste ato eleitoral, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Os cidadãos não têm de informar previamente ou fazer uma inscrição para irem votar fora da sua mesa de voto habitual, ou seja, basta aparecer num local de votação.

Esta votação é possível graças à desmaterialização dos cadernos eleitorais, fazendo-se a comunicação via 'online' de que o eleitor votou, num processo muito rápido e seguro, segundo a CNE, que afasta riscos de roubo de dados.

Em virtude desta alteração, foi necessário recrutar técnico de informático para estarem presentes junto às mesas de voto em cada uma das assembleias e secções de votos, devidamente credenciado pela Administração Eleitoral, para dar apoio na utilização dos equipamentos informáticos, em caso de indisponibilidade pontual do sistema ou de dificuldades de acesso por parte das mesas de voto.

De acordo com o CNE, este tipo de votação só é possível em eleições de círculo único -- como é o caso das europeias e das presidenciais.

Manteve-se, como em atos eleitorais anteriores, o voto antecipado, com inscrição prévia, decorrendo na semana anterior, dia 02 de junho. Mas, se o eleitor que se tiver inscrito, não votar nesse dia, pode fazê-lo no dia 09.

As eleições para o Parlamento Europeu, em que os eleitores dos 27 Estados-membros escolhem os 720 deputados, decorrem entre 06 e 09 de junho. Em Portugal, a votação está marcada para dia 09, escolhendo-se os 21 representantes nacionais no hemiciclo europeu.

A cabeça de lista o PS às europeias apelou hoje ao voto no PS, alertando que já na próxima semana a AD "vai sentar-se à mesa com quem quer construir muros nas fronteiras externas da União Europeia".

"Da nossa parte estamos muito confortáveis, muito convictos e muito orgulhosos em nos sentarmos com os socialistas europeus que vão defender os nossos valores. Mas, esse não será o caso de todos, não será o caso da AD, que se vai sentar à mesa com quem quer construir muros nas fronteiras externas da União Europeia", afirmou Marta Temido, numa referência à direita e extrema-direita.

Marta Temido discursava no arraial popular de encerramento da campanha do PS às europeias, em Marvila, no concelho de Lisboa, depois de 12 dias em que percorreu todos os distritos do país.

Ao longo da sua intervenção, acusou a AD de ir sentar-se à mesa com quem "quer externalizar aos países terceiros a gestão da colocação de migrantes", o que "os torna cúmplices da violação de direitos humanos".

"Vão sentar-se com quem não vota pelas condições laborais dos mais jovens, com quem não vota pela proteção do meio ambiente. Vão juntar-se a quem apenas quer retroceder", criticou.

A candidata a eurodeputada assinalou a importância "de todos" participarem naquela que é "provavelmente a eleição europeia mais importante das nossas vidas" e que "mudará os destinos de Portugal e da Europa nos próximos cinco anos".

"Só uma vitória no Partido Socialista sobre a direita pode provar uma vitória dos valores do humanismo e do progresso. Vamos votar pela solidariedade e não pela austeridade, no progresso que vence o retrocesso e numa Europa que é de valores, mas também de resultados", apelou.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acusou hoje os partidos de extrema-direita de tentarem arruinar a Europa, durante o encerramento de campanha da candidata do Partido Popular Europeu a um segundo mandato.

"A Europa de hoje é um grande presente", sublinhou Von der Leyen em Munique, no sul da Alemanha, durante o último comício do seu partido alemão, a CDU-CSU, antes das eleições europeias que estão a decorrer desde quinta-feira e terminam no domingo.

Para Von der Leyen, "a Europa está a ser desafiada como nunca por populistas, extremistas e demagogos", visando partidos de extrema-direita como a AfD na Alemanha e a União Nacional (RN) em França.

"Estes extremistas têm uma coisa em comum: querem enfraquecer, destruir e arruinar a nossa Europa", continuou a presidente da Comissão Europeia, garantindo que nunca irá permitir que isso aconteça.

As eleições nos 27 países da União Europeia para eleger 720 eurodeputados começaram na quinta-feira nos Países Baixos e deverão resultar num crescimento da direita nacionalista.

Ursula von der Leyen, 65 anos, é presidente do órgão executivo da UE desde 2019, com um mandato turbulento marcado pelo Brexit, pela pandemia de covid-19 e pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

A alemã, que na quinta-feira se juntou à campanha da AD em Portugal, é considerada a favorita para continuar à frente da Comissão, enquanto o Partido Popular Europeu (PPE) deverá continuar a ter a maior representatividade no Parlamento Europeu.

Para permanecer no cargo, no entanto, Von der Leyen deve primeiro obter o apoio dos chefes de estado e de governo dos 27 e, em seguida, do Parlamento Europeu.

Durante a campanha eleitoral, von der Leyen sugeriu que o PPE poderia, no futuro, colaborar com certos partidos de extrema-direita, incluindo o da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, para ajudá-la a aprovar os seus projetos legislativos.

Esta posição irritou os parceiros tradicionais do PPE, cujo apoio poderá ser crucial para a alemã na votação parlamentar.

A antiga ministra Mariana Vieira da Silva acusou hoje o governo de não saber relacionar-se com a Europa, com quem mantém uma relação "de bode expiatório" e de "caixa de queixinhas", apelando ao voto no PS.

"Podia parecer uma coisa do passado, do passado dos tempos da 'troika', mas não é porque nós já vimos nestes meses, por três vezes, o Governo da AD ter com a Europa a única relação que sabem ter: uns dias é a relação de bode expiatório e noutros dias é a relação da caixa de queixinhas", referiu.

Mariana Vieira da Silva discursava no arraial popular de encerramento da campanha do PS às eleições europeias, que decorreu em Marvila, no concelho de Lisboa.

"Nós sabemos bem que só o Partido Socialista se relaciona com as instituições europeias, no sentido de defender o interesse nacional", evidenciou.

De acordo com a antiga ministra, o atual Governo demonstrou "muita habilidade" em dois meses, tendo sido "desmentidos por três vezes pelas instituições europeias, relativamente a três vezes que disseram que o país estava pior do que aquilo que efetivamente está".

"Nos fundos europeus, nas contas públicas ou nas regras de Schengen, inventaram, fabricaram três discordâncias que a União Europeia teria com o passado do nosso país, que não são verdadeiras e que foram desmentidas", concretizou.

Na sua intervenção, a antiga ministra enumerou ainda mais duas razões para os portugueses votarem no Partido Socialista e na cabeça de lista do partido, Marta Temido.

"A segunda razão para votarmos no Partido Socialista é a lista que apresentamos e a nossa cabeça de lista", indicou, reforçando que se trata de uma verdadeira equipa.

Por último, Mariana Vieira da Silva apelou ao voto no PS atendendo às ideias, princípios e políticas que defendem, para "resolver os problemas do país".

"Devemos votar no Partido Socialista porque é aquele que defende os interesses do povo português, os interesses das pessoas que trabalham, das pessoas que trabalharam uma vida inteira e estão agora aposentados, sempre com uma ideia de coesão social e de coesão territorial", concluiu.

O cabeça de lista da AD às europeias, Sebastião Bugalho, defendeu hoje que os portugueses terão de escolher entre quem quer "seguir em frente" ou "ficar para trás" e mostrou-se confiante de que vão "escolher a segurança da estabilidade".

No discurso que encerrou o comício da Aliança Democrática (AD) no Arco da Rua Augusta após a tradicional descida do Chiado, Bugalho defendeu que nestas eleições os portugueses terão de optar por quem "mantém o bom senso e quem alterna entre extremismo em Portugal e lá fora para Governar" ou impedir quem governa "ao lado dos extremistas".

Esta é uma escolha, disse, continuando as críticas à candidatura socialista liderada por Marta Temido, entre "quem se fica pelos ataques pessoais e que não desiste de soluções que são para as pessoas".

"A escolha no próximo dia 09 é entre o futuro que é a AD e o passado que foram eles que não conseguiram fazer futuro para Portugal", afirmou.

Bugalho defendeu também que esta campanha assumiu o "desafio do impossível que passa a ser possível" e que, a partir de 9 de junho, esta candidatura assume "cinco anos de devoção e trabalho ao serviço dos portugueses no Parlamento Europeu".

Relembrou também no seu discurso algumas das medidas do programa da coligação para estas europeias como o cartão único europeu e a criação de uma rede de apoio financeiro para proteger lares e aldeias envelhecidas.

Concluiu o discurso apelando a um voto "pela liberdade, pela paz, pela democracia, pelos portugueses, por um futuro que nunca mais vai voltar a ser passado".

O presidente do PSD apelou hoje ao voto dos eleitores do PS e do Chega nas legislativas que estão desiludidos com estes partidos, que acusou de trocarem "convicções por conveniências", e manifestou confiança na vitória no domingo.

"No fim desta campanha, é caso para dizer aos portugueses que há muitas razões para estarem desiludidos quer com o PS quer com o Chega", afirmou Luís Montenegro, no último comício da campanha da AD (coligação PSD/CDS-PP/PPM), debaixo do arco da Rua Augusta, em Lisboa.

O também primeiro-ministro questionou diretamente os votantes nestes dois partidos nas legislativas se "estão satisfeitos" com o que têm feito no parlamento desse março.

"Quero perguntar a um votante do PS se está satisfeito por ver o seu partido, que tanto ergueu a sua voz contra o Chega, que ergueu uma linha vermelha ao PSD, se está satisfeito ao ver o PS a aprovar coisas ao colo do Chega", disse.

Montenegro questionou igualmente os eleitores do partido liderado por André Ventura se "estão satisfeitos por terem votado numa força política que prometeu combater o socialismo e que agora vota no parlamento ao lado das propostas socialistas".

"Aqui, como nas questões europeias, trocam as convicções por conveniências", afirmou, dizendo até "estar grato à oposição" por a maior acusação que faz ao Governo é cumprir os seus compromissos.

Por isso, apelou, os eleitores têm de "aproveitar a oportunidade no domingo para mostrar quem é fiel aos seus valores", penalizando "quem está do lado dos jogos políticos".

"Eu confio muito no critério dos portugueses, na capacidade de nos mobilizarmos para termos uma grande participação no próximo domingo. Confio muito que vamos vencer as eleições, vamos continuar a governar bem o país para respeitar quem trabalha", disse.

O cabeça de lista do PAN às europeias apelou hoje aos eleitores que voltem a confiar no partido como em 2019, quando elegeu pela primeira vez um eurodeputado, mostrando-se entusiasmado com a campanha realizada.

"O que temos apelado às pessoas é que para quem confiou no PAN em 2019, volte a confiar no PAN, para podermos garantir que continuamos a ter esta voz de defesa dos animais, esta voz da natureza", salientou Pedro Fidalgo Marques, em declarações à agência Lusa.

Falando à margem de uma iniciativa no Jardim da Estrela, em Lisboa, o candidato a eurodeputado disse que vai "trabalhar para baixar o IVA das rações e dos cuidados médico-veterinários dos animais", esclarecendo que "é uma medida que vai ajudar todas as pessoas".

"Quando falamos, por exemplo, que podemos aumentar as áreas protegidas para proteger as espécies, como o golfinho-roaz do Sado (...), o lobo ibérico, esse voto só é possível no PAN", realçou.

Pedro Fidalgo Marques afirmou também que "único voto que vai proteger as mulheres" é o do PAN.

"Falamos também em defender os direitos das mulheres, contra este retrocesso que está em cima da mesa com o crescimento da extrema-direita. Não podemos permitir este retrocesso em direitos humanos", ressalvou, acrescentado que durante a campanha advertiu para "questões como a violência doméstica".

"Para conseguirmos garantir que mantemos esta voz ativa de defesa da nossa natureza, de portanto dos animais, sempre a cuidar das pessoas, cuidar dos direitos das mulheres, da população das pessoas LGBTI, das pessoas racializadas, é um voto no PAN no dia 09 de junho", sublinhou.

À Lusa, o candidato considerou que o PAN sai entusiasmado com a campanha, em que tentou o equlíbrio entre "estar na rua" e "conhecer a realidade do país".

"Porque para podermos ter um assento no Parlamento Europeu temos que conhecer esta realidade. Temos que mostrar às pessoas, aos portugueses, o que é que se passa no interior do país, na conservação da natureza, na proteção animal e mesmo para cuidarmos das pessoas", observou.

"Saímos entusiasmados, temos tido bastante atividade tanto na rua com pessoas como nas redes sociais e estamos confiantes que no domingo as pessoas têm que mobilizar para (...) saírem do sofá e irem votar", acrescentou.

Em 2019, Francisco Guerreiro foi o cabeça de lista do PAN e único eleito desta força política nas europeias de maio de 2019, as primeiras em que o partido obteve representação em Bruxelas (com cerca de 5% dos votos).

No ano seguinte, o eurodeputado anunciou a sua saída do PAN por "divergências políticas" com a direção do partido, mantendo-se no Parlamento Europeu como independente.

O BE acusou hoje PS e PSD de terem posições semelhantes no Parlamento Europeu sobre matérias como as migrações ou regras de governação económica, numa arruada na qual os bloquistas fizeram o derradeiro apelo ao voto, apesar da chuva.

"As pessoas sabem que entre o PS e o PSD, na Europa, os votos foram sempre iguais nos últimos cinco anos, vão continuar a ser iguais nos próximos cinco anos. Quem não aceita um pacto das migrações, que deporta crianças, quem não aceita cortar o investimento na saúde em Portugal, quem quer um país onde se viva melhor, sabe que o voto no BE é o voto de confiança nestas eleições", defendeu a cabeça de lista às eleições europeias, Catarina Martins.

A bloquista falava aos jornalistas numa arruada em Arroios, Lisboa, no último dia de campanha para as eleições de domingo.

Com as mensagens alinhadas, a coordenadora do BE, Mariana Mortágua, falou logo de seguida aos jornalistas para voltar a acusar PS e PSD de não se distinguirem a nível europeu.

"Eu hoje queria dar às pessoas boas razões para votar no BE. Quem votou no PS e no PSD votou em partidos que depois chegaram ao Parlamento Europeu e tiveram exatamente a mesma posição sobre o pacto das migrações, que manda deter crianças, sobre as regras de investimento que impedem Portugal de investir no Serviço Nacional de Saúde ou na educação", acusou.

Mariana Mortágua vincou que "quem dá o seu voto ao Bloco nunca se arrependeu, nunca se arrependeu de votar no Miguel Portas, nunca se arrependeu de votar na Marisa Matias, não se vai arrepender de votar na Catarina Martins".

A coordenadora considerou que Catarina Martins "vai ser uma voz determinada no Parlamento Europeu, que deu provas de competência", garantindo que o partido "já mostrou que não vai aqui defender uma coisa e chegar ao Parlamento Europeu e fazer acordos com a extrema-direita, não vai chegar ao Parlamento Europeu e ceder nas coisas mais essenciais da vida, como os direitos das mulheres ou a capacidade de investimento em Portugal".

A pequena arruada começou com o céu a ameaçar chuva e terminou com chuviscos mais intensos, que não pararam a comitiva bloquista que ia marchando ao ritmo dos tambores.

"Oh meu rico Santo António, oh meu rico são João, diz lá ao Bugalho, diz lá ao Bugalho, no meu corpo mando eu", ouviu-se durante a descida da rua Morais Soares, numa referência ao candidato da Aliança Democrática (coligação PSD, CDS-PP e PPM), que os bloquistas têm acusado de não respeitar os direitos das mulheres.

Desafiada a fazer um balanço das duas semanas de campanha, Catarina Martins, - acompanhada pelo 'número dois', José Gusmão, a terceira na lista, Anabela Rodrigues, e o líder parlamentar, Fabian Figueiredo - considerou que a campanha tem sido "muito bonita, com muito carinho, com muita força" e manifestou confiança.

A última ação da campanha bloquista será esta noite com um comício em Almada, distrito de Setúbal.

 Presidente russo, Vladimir Putin, declarou hoje que muitos europeus querem um regresso aos "valores tradicionais" e que podem fazer ouvir a sua voz nas eleições europeias, apontando a Rússia como um bastião desses valores.

A Rússia tem reforçado a sua posição conservadora desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, tomando especialmente como alvo as pessoas LGBT+ (Lésbicas, 'Gays', Bissexuais, Transgénero e outras) e apresentando-se como um baluarte moral contra um Ocidente que considera decadente.

Falando perante dirigentes russos e estrangeiros no Fórum Económico de São Petersburgo, Putin assegurou hoje que o seu país está "prestes a tornar-se o detentor da cultura" tradicional europeia.

Tal cultura "está a ser morta nos países europeus, mas atualmente muitos europeus estão conscientes dessa realidade e estão a tentar desenvolver-se com base nos valores tradicionais", prosseguiu o Presidente russo.

"Veremos se eles são bem-sucedidos ou não, com o resultado das eleições para o Parlamento Europeu", acrescentou.

A Rússia é suspeita de levar a cabo campanhas de destabilização e desinformação em vários países europeus, entre os quais França, Alemanha e Polónia.

O cabeça de lista da CDU às europeias desceu hoje o Chiado a avisar que não são as sondagens nem os comentadores que vão definir o resultado das eleições, pedindo que o povo "não fique em casa" no domingo.

Sob os cânticos "a CDU avança, com toda a confiança", "Europa neoliberal só serve o capital", ou "para o país avançar, salários aumentar", João Oliveira desceu o Chiado, em Lisboa, acompanhado pelo secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, o antigo líder comunista Carlos Carvalhas, a eurodeputada Sandra Pereira e o deputado António Filipe.

Com várias centenas de pessoas a participarem no desfile - o que serviu para, no final, a eurodeputada Sandra Pereira falar em "grande demonstração de força" -, João Oliveira foi logo no início do percurso interpelado por um senhor que saudou "a dinâmica da campanha" da CDU e a sua "luta pela paz".

"Não é só na Palestina, é na Ucrânia, é no Iémen, na Síria, em todo o mundo", concordou João Oliveira, agradecendo as palavras do senhor.

Esta mensagem foi reproduzida por outra jovem que também se aproximou do candidato para lhe "desejar boa sorte para as eleições", salientando que "são os únicos que lutam efetivamente pela paz, tanto na Ucrânia como na Palestina".

"E continuaremos, esse é um compromisso que não largamos", respondeu João Oliveira.

Depois, em declarações aos jornalistas, o candidato dirigiu-se a quem votou noutras forças políticas em anteriores eleições para lhes perguntar "de que é que serviram os deputados que elegeram, se foram lá tomar decisões que prejudicaram o povo e o país".

"Olhando sobretudo para estes últimos cinco anos, nós percebemos que valem mais dois deputados da CDU do que seis ou sete de outros partidos", defendeu, antes de admitir que está agora mais confiante num "grande resultado" da coligação do que estava quando começou a campanha, por ter sentido apoio nos contactos que fez pelo país.

Mais adiante, outro senhor voltou a interpelar João Oliveira para salientar que, ao longo da campanha, a CDU conseguiu garantir o seu voto por defender "a soberania nacional acima de tudo".

No final do percurso, à chegada ao fundo da Rua do Carmo, no cruzamento com a praça do Rossio, começou a chover intensamente, com a maioria dos simpatizantes da CDU a abrirem o seu guarda-chuva, o que foi rapidamente utilizado como argumento por João Oliveira quando subiu a um palanque para discursar.

"Certamente não há de ser a chuva tropical do mês de junho que há de reduzir a nossa determinação e confiança nas horas que ainda temos pela frente para construir o grande resultado eleitoral que está ao alcance da CDU no próximo dia 09 de junho", afirmou.

O candidato defendeu que foi devido à CDU que a campanha discutiu temas como o aumento dos salários e das reformas, o investimento na habitação, saúde e educação, a valorização dos serviços públicos ou a defesa da produção nacional.

O candidato apelou a que os militantes procurem convencer tanto aqueles que já votaram na coligação, como os que votaram noutras forças políticas, defendendo que a CDU "é a força decisiva que faz falta ao povo e ao país".

João Oliveira salientou que, "no domingo, não serão as sondagens, os comentadores, as notas dos debates que trarão votos à CDU, é a decisão de cada um sobre o futuro que quer para a sua vida e para o futuro do país".

"Portanto, o apelo que temos deixar é que o povo não fique em casa, o povo que dê força à CDU para que essa força sirva esse povo e o desenvolvimento do nosso país", afirmou.

Esta ideia foi também transmitida pelo secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, que, do mesmo palanque, repetiu que "não serão as sondagens a votar", e os comentadores "votam, mas votam noutros", e pediu mobilização.

"A tarefa até domingo às 19:00, faça chuva ou sol, é contactar, esclarecer, apoio a apoio, contacto a contacto, voto a voto na CDU, deputado a deputado. É este o caminho que temos pela frente: vamos ao trabalho!", disse.

O primeiro-ministro e líder do PSD afirmou hoje estar confiante de que os portugueses vão reconhecer esforço da AD e dar uma "vitória substancial" à coligação.

Na tradicional descida do Chiado, Luís Montenegro afirmou que esta foi "uma campanha espetacular" e que "vai ter o reconhecimento desse esforço, desse compromisso positivo com o país no próximo domingo".

O candidato da AD às europeias, Sebastião Bugalho, afirmou ter sido uma honra como "português de 28 anos" defender "os portugueses na Europa e tentar levar os ideais da Europa para junto dos portugueses.

Bugalho falava aos jornalistas ao lado de Luís Montenegro, que chegou a segurar nos microfones dos jornalistas para facilitar as declarações ao cabeça de lista da coligação.

O candidato, sublinhando a mensagem do líder do PSD, afirmou estar comovido com a mobilização da coligação nesta campanha e disse contar "com a confiança de todos os portugueses e de todas as portuguesas no dia 9".

"Sentimos cada vez mais que dia 09 vai ser um dia bom para AD, um dia bom para Portugal e um dia bom para a Europa", afirmou.

O cabeça de lista da AD teve hoje ao seu lado na tradicional descida do Chiado os líderes do PSD e do CDS-PP, Luís Montenegro e Nuno Melo, bem como os ministros da Educação e da Juventude.

A descida num percurso de cerca de 750 metros durou aproximadamente meia hora e encerrou com um comício no Arco da Rua Augusta, onde discursam os líderes partidários da AD e o cabeça de lista.

 O porta-voz do Livre, Rui Tavares, considerou hoje que esta foi a campanha mais forte do partido numas eleições europeias e reafirmou a confiança na eleição de, pelo menos, um deputado.

"Foi, até agora, a campanha mais forte do Livre em eleições europeias e a que tem a possibilidade de uma coisa que desejamos há muito tempo, que é que haja representantes de Portugal no grupo dos Verdes Europeus no Parlamento Europeu", afirmou.

Rui Tavares falava aos jornalistas à margem de uma visita do cabeça de lista, Francisco Paupério, à escola básica 2,3 Professor Delfim Santos, num último dia da campanha para as eleições de 09 de junho.

Depois de um início envolto em alguma polémica, pela forma como decorreram as primárias do partido e pela ausência do porta-voz durante a primeira semana do período oficial de campanha, Rui Tavares esteve mais presente nos últimos dias e voltou a afirmar a confiança no "número um".

"Até ao final da reta da meta é preciso correr. Uma coisa é certa: é que há muita gente que deseja ter uma voz ecologista no Parlamento Europeu", começou por dizer, para acrescentar que Francisco Paupério é um biólogo de formação.

Rui Tavares disse ainda estar "muito contente com aquele que tem sido o papel do Livre" nestas eleições e elogiou a forma como o candidato se centrou em questões europeias.

"Foi uma campanha que contribuiu sempre para esclarecer temática europeia, que se centrou sempre nas questões da União Europeia. É preciso não esquecer que estamos a lutar pela democracia no nosso continente, pela paz no nosso continente e pela sustentabilidade no nosso planeta", sublinhou.

Olhando também para a meta final, Francisco Paupério disse continuar confiante e recordou as eleições legislativas de 10 de março, em que o partido conquistou quatro lugares na Assembleia da República, para afirmar que acredita que vão manter esse crescimento.

"A história ainda não está contada em Portugal e nós podemos fazer essa mobilização final para vencer a extrema-direita, para pôr o Livre a crescer e a extrema-direita a baixar", afirmou o candidato.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu 45 queixas e 978 pedidos de informação por escrito, até 31 de maio, no âmbito das eleições europeias, disse hoje à Lusa o porta-voz daquela entidade, Fernando Anastácio.

Entre 27 de março e 31 de maio foram dirigidos "à Comissão Nacional de Eleições cerca de 978 pedidos de informação por escrito" e estes "temas eram essencialmente sobre as informações sobre a temática das mesas da votação e do voto antecipado", disse o mesmo responsável, acrescentando que o relatório desta semana será fechado hoje.

Em termos de "participações e queixas e pedidos de parecer, no fundo que são aquelas questões de uma interação mais direta (...) tínhamos aqui 76 participações e pedidos de parecer, correspondente 45 a queixas e 31 pedidos de parecer", precisou.

As queixas incidem, na sua maioria, "sobre publicidade institucional, cerca de 20", respeito pela "constituição das mesas, por eventos na véspera ou no dia da eleição, tratamento jornalístico de candidaturas e propaganda e neutralidade e imparcialidade de entidades públicas", pormenorizou.

"Essencialmente são estes os temas que versam as queixas e os visados são essencialmente órgãos das autarquias locais, órgãos de comunicação social e outras entidades públicas", adiantou.

O cabeça de lista do Partido Trabalhista Português (PTP) às eleições europeias de domingo, José Manuel Coelho, rejeitou hoje mais orçamento europeu para armamento, defendendo que é contra as guerras, que provocam mortes e destruição.

"Nós somos contra a guerra, nós achamos que o imperialismo, tanto americano, como russo, precisa de vender armas e de precisa fomentar guerras aqui ou acolá no mundo. E nós não estamos para apoiar as guerras, para criar morte, criar destruição", afirmou José Manuel Coelho, no âmbito de uma ação de campanha, em frente às instalações do Banco de Portugal no Funchal.

Em declarações aos jornalistas, o candidato do PTP criticou o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, por estar "preocupado em arranjar dinheiro, juntamente com o senhor Montenegro [primeiro-ministro], para enviar para a Ucrânia, para comprar bombas, comprar armas para matar seres humanos".

"Nós não pactuamos com a cultura da morte, com a cultura da destruição, como faz o senhor Mário Centeno, que ganha 17 mil euros por mês para praticar estes desmandos, junto com o sr. Montenegro", realçou.

"Nós não queremos que isso seja assim, queremos uma Europa de paz, uma Europa de prosperidade e de solidariedade", reforçou o cabeça de lista do PTP às eleições europeias.

José Manuel Coelho criticou também os candidatos madeirenses das listas do PS e PSD, apontando que não estão em lugar elegível, mas encontram-se em campanha "a apelar ao voto em candidatos de Lisboa, em candidatos das elites do poder do Terreiro do Paço".

"O verdadeiro candidato do Portugal profundo, das ilhas, a voz de todos os portugueses, daqueles que não têm voz, é o Partido Trabalhista Português", defendeu.

O cabeça de lista do PTP teceu ainda críticas à cabeça de lista do PS às europeias, Marta Temido, que diz que "não sabe de nada" sobre o caso do tratamento para as gémeas brasileiras, fazendo a comparação com a "velha história do Ali Babá e dos 40 ladrões, que é contada às crianças".

"Essa senhora acha-se digna de ir representar os portugueses no parlamento europeu, em Bruxelas", ironizou.

O candidato da Iniciativa Liberal às eleições europeias de domingo disse hoje estar disponível para assumir a vice-presidência da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa (ALDE).

"Foi público que há contactos para que eu assuma a vice-presidência do Partido Liberal Europeu e, depois de alguma resistência inicial, acho que estou disponível", disse João Cotrim de Figueiredo aos jornalistas, no final de uma arruada em Lisboa, na qual esteve acompanhado pelo presidente do partido, Rui Rocha.

O cabeça de lista da IL justificou que é preciso, depois de mudança da situação política em Portugal, alterar também o panorama europeu que tem de dar condições para que Portugal cresça a seguir.

"Portanto, vamos reformar o Partido Liberal Europeu e vamos reformar as políticas e as prioridades da política europeia para poder reformar Portugal", vincou.

No último dia de campanha eleitoral, Cotrim de Figueiredo considerou que os cargos não se exercem por gosto.

"Nós nunca procuramos cargos. É por aquilo que se pode fazer com eles", acrescentou.

Cotrim de Figueiredo, que foi o primeiro deputado eleito da IL na Assembleia da República em 2019, assumiu estar motivado porque a campanha "correu muito bem" e esteve "sempre em crescendo".

As expectativas para domingo são "muito boas" porque a "onda liberal" está a aumentar de dia para dia, sublinhou.

Já o presidente da IL, Rui Rocha, insistiu que os liberais fizeram uma campanha pela positiva reconhecendo a existência de problemas na Europa, mas apresentando soluções, ao contrário de outros partidos políticos.

O líder liberal, que falava sob uma chuva torrencial, considerou ser possível fazer mais na Europa e em Portugal e que "só há um partido capaz de o fazer que é a IL".

Rui Rocha repetiu que esta campanha é a campanha do voto fácil porque "é fácil votar João Cotrim de Figueiredo".

Também é voto fácil porque não há voto útil, portanto, as pessoas podem votar em quem querem e em todo o país sem nenhuma condicionante, concluiu.

O cabeça de lista da CDU avisou hoje que os países europeus têm "patamares de desenvolvimento" diferentes no que se refere à cultura, defendendo que o financiamento da UE deve ser feito de acordo com a realidade específica nacional.

Acompanhado pela eurodeputada do PCP Sandra Pereira, João Oliveira visitou esta tarde a sede dos Artistas Unidos, uma companhia de teatro fundada em 1995 e que se encontra atualmente no recinto do Jardim Botânico de Lisboa.

Guiado por um dos diretores da companhia, João Meireles, o cabeça de lista da CDU visitou os vários espaços deste teatro, cujo interior foi completamente renovado pela companhia quando se mudou para aqui, em 2011, num contrato negociado com a Universidade de Lisboa e renegociado a cada dois anos.

Passados mais de 13 anos no local, a reitoria da universidade informou, em março de 2022, a Artistas Unidos de que não pretendia renovar o contrato, por querer instalar no local um repositório de espécies conservadas em formol para uso dos investigadores, o que João Meireles considera legítimo.

Agora, a pouco mais de um mês de ter de sair do local - o contrato acaba em 31 julho de 2024 -, João Meireles disse a João Oliveira que a Artistas Unidos, apesar de estar a procurar encontrar uma solução com a Câmara Municipal de Lisboa, ainda não encontrou qualquer lugar para onde se mudar.

"Têm sido uns tempos de tensão e inquietação muito grande", disse João Meireles ao cabeça de lista da CDU, assinalando que muita da programação que foi acordada com a DGArtes, no âmbito de um contrato anual de cerca de 400 mil euros, está em causa.

"Não temos espaço em Lisboa para a apresentar", referiu, salientando que pode estar a causa o emprego de cerca de 60 pessoas que trabalham para a companhia.

Numa das salas em que entrou, João Oliveira interrompeu um dos ensaios que estava a ser feito precisamente para uma das peças que constam dessa programação: "Búfalos", da autoria de Pedro Carraca, e cujo elenco é sobretudo composto por jovens atores.

"Esta situação gasta energia, tempo, dinheiro, nervos. Há uma data de esforços que vão ter de ser postos nesta suposta mudança que podiam estar a ser utilizados de outra forma", lamentou Pedro Carraca a João Oliveira, que indicou que o Grupo Parlamentar do PCP questionou o Ministério da Cultura sobre esta matéria através do parlamento.

No final, o candidato disse aos jornalistas que o intuito da visita foi "dar visibilidade" à realidade cultural que existe em Portugal, assinalando que há várias estruturas de criação artística na mesma situação que a da Artistas Unidos.

"Era preciso que esta realidade nacional fosse levada ao Parlamento Europeu e fosse considerada com as suas especificidades", disse, acrescentando que a CDU não exige um "tratamento ou considerações especiais para o setor da cultura".

"Pelo contrário, exigimos a consideração da nossa realidade específica para que, nas decisões que são tomadas a partir da União Europeia (UE), essa realidade seja considerada", frisou.

O candidato salientou que, no setor da cultura, os países europeus não partem todos do mesmo "ponto de partida", referindo que Portugal não tem as condições de estruturação do tecido artístico e cultural que existem noutros países europeus.

"Tivéssemos nós uma rede de centros dramáticos nacionais como a França, e provavelmente muitos dos problemas que estão colocados ao funcionamento das estruturas de criação artística não seriam aquelas que são", frisou.

João Oliveira defendeu assim que Portugal deve ser considerado na sua especificidade e que as políticas que lhe são destinadas sirvam para resolver os problemas que tem, adequando as regras orçamentais ou os fundos europeus nesse sentido.

Para que possamos, "neste caso em Portugal, ter regras e critérios próprios, adequados à nossa especificidade, e não decididos em função da realidade de outros países", disse, prometendo bater-se em Estrasburgo nesse sentido

O cabeça de lista do Livre às eleições europeias defendeu hoje que a União Europeia tem a responsabilidade de proteger o bem-estar animal e defendeu o reforço dos fundos europeus para as associações.

No final de uma campanha muito focada no ambiente e na conservação da natureza, Francisco Paupério não quis esquecer os animais e reservou o último dia para destacar esse tema.

Numa entrevista ao 'podcast' do humorista Guilherme Geirinhas, "Bom Partido", já tinha contado que tem duas cadelas de grande porte, que até já se juntaram a ele na campanha, mas descreveu-se como uma 'crazy cat lady', um amante de gatos.

Por isso, quando hoje visitou a União Zoófila, em Lisboa, mostrou estar tão ou mais à vontade com os animais do que em qualquer arruada ou contacto com a população ao longo das últimas duas semanas.

Aquela instituição acolhe centenas de cães e gatos, um trabalho que custa, em média, cerca de meio milhão de euros por ano e os apoios proveem quase todos de donativos.

"O que recebemos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas é uma gota no oceano das nossas despesas", contou Dulce Neto, uma das voluntárias.

Em declarações aos jornalistas no final da visita, Francisco Paupério lamentou a falta de apoios europeus para apoiar o bem-estar animal.

"O problema é que não há fundos europeus que cheguem a estas associações para proteger o bem-estar animal e estamos ainda muito dependentes das pessoas, do serviço voluntário e de donativos. A União Europeia e o parlamento têm uma responsabilidade de proteger estes animais", defendeu.

Depois e ter estado com os animais -- com comprovavam as marcas das patas dos cães e das unhas dos gatos na camisa -- o candidato elogiou o trabalho da União Zoófila e sublinhou a importância do seu papel que diz não ter o reconhecimento que merece.

"São, muitas vezes, estas associações que prestam estes serviços locais, que ajudam no resgate animal. Fazem uma parte social e não são recompensados pelas políticas locais e nacionais", acrescentou.

Questionado sobre a proposta do PAN, que defende a criação de um comissário europeu para o Bem-Estar Animal, o candidato do Livre disse que era necessário perceber se isso seria possível com a nova disposição de comissários, mas acrescentou que o mais importante não é a existência dessa figura específica.

"Temos de ter um comissário que realmente respeite o bem-estar animal e que tenha em consideração o bem-estar animal. Para nós, isso é o mais importante", acrescentou.

O líder do PS pediu hoje que "ninguém falhe no domingo" e seja dada a vitória à candidatura encabeçada por Marta Temido, na tradicional descida do Chiado, um momento que juntou muitos socialistas, mas não António Costa.

"Que ninguém falhe no dia 09, no próximo domingo, para uma grande vitória do PS, da Marta, de Portugal e da Europa", disse Pedro Nuno Santos, junto ao Rossio, onde terminou desta vez a tradicional descida do Chiado.

A expectativa em torno da presença do antigo primeiro-ministro e ex-líder do PS António Costa era muita, apesar de nunca ter sido confirmado, uma vez que em março, na mesma descida para as legislativas, Costa juntou-se a Pedro Nuno Santos neste momento.

O cabeça-de-lista da Iniciativa Liberal às eleições europeias de domingo assumiu hoje que eleger dois eurodeputados e aproximar-se de outras forças políticas seria "um grande resultado".

"Um grande resultado seria eleger dois eurodeputados e aproximarmo-nos de outras forças políticas", disse João Cotrim de Figueiredo no final de uma arruada em Lisboa que, devido à chuva intensa, teve de ser encurtada.

No arranque da campanha oficial para as eleições europeias, o candidato liberal traçou como meta a eleição de um eurodeputado e correndo bem a campanha ter a ambição de fazer mais, discurso que alterou a meio da segunda semana.

Já a número dois da lista da IL às europeias, Ana Martins, que hoje acompanhou Cotrim de Figueiredo na arruada depois de ter estado em campanha nos Açores, de onde é natural, confidenciou que já pensa na eleição.

"É difícil conter as expectativas com tanta gente confiante na eleição do segundo eurodeputado. Enfim, tenho obviamente pensado que isso se pode tornar mesmo uma realidade e que a minha vida pode mudar daqui a alguns dias", contou.

Apesar da confiança, Ana Martins assumiu estar preparada para os dois cenários, estando já "muito contente porque é evidente que o João Cotrim de Figueiredo vai ser eleito" e a IL se vai estrear no Parlamento Europeu.

Confiante na eleição de dois eurodeputados, embalado pelas sondagens que dão à IL um a dois mandatos no Parlamento Europeu, Cotrim de Figueiredo, quando questionado sobre se ser a terceira força política também faz parte dos objetivos, disse ainda não poder dizer isso.

"Não posso dizer isso ainda, os dados não permitem dizer", frisou, no último dia de campanha oficial.

O cabeça de lista da IL considerou que a "onda liberal" está crescer, justificando o otimismo.

O cabeça de lista da CDU às europeias assegurou hoje que a coligação está de "pneus cheios" após a campanha, que mereceu uma avaliação de 12 valores em 10 por parte do secretário-geral do PCP.

"Quando se calhar outras forças esperavam que nós estivéssemos com os pneus em baixo, pelo contrário, nós estamos com os pneus mais cheios agora do que estávamos no início da campanha", afirmou João Oliveira em declarações aos jornalistas no início de uma arruada no Barreiro, distrito de Setúbal.

O candidato disse estar confiante de que a CDU vai ser reforçada e considerou que a campanha da coligação "marcou de facto a diferença", por ter tratado de temas como os salários, as reformas, a saúde, a habitação.

"Nós procurámos distanciar-nos das tricas, das guerras de alecrim e manjerona e de ofensas pessoais com que eles [outras forças políticas] procuraram pontuar a sua intervenção política. Nós não fazemos campanha dessa forma", disse.

O cabeça de lista da CDU apelou a que o povo português vote na CDU, salientando que é necessário ter no Parlamento Europeu "uma voz em defesa da paz" e a favor dos salários, das reformas, da saúde ou da habitação.

"As sondagens dizem muita coisa, fazem muitas previsões, mas é o povo que decide no domingo. E o nosso apelo é ao povo português que não decida aquilo de que, depois, no dia 10, se pode arrepender, ou noutros dias. Vale mais eleger deputados da CDU do que seis ou sete deputados do PS ou do PSD", disse.

Durante a arruada pelo centro do Barreiro, João Oliveira esteve acompanhado pelo secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, pela eurodeputada comunista Sandra Pereira e por vários ex-deputados do partido e do PEV, como Paula Santos, Bruno Dias, Duarte Alves ou Heloísa Apolónia.

A meio do trajeto, o candidato foi interpelado por uma senhora que lhe disse que vai votar na CDU, por considerar que é preciso aumentar os salários, salientando que o seu marido morreu na guerra colonial e que o vencimento que recebe atualmente "não dá para nada".

Mais adiante, João Oliveira e Paulo Raimundo beberam, à semelhança do que a CDU faz sempre que vem ao Barreiro, um moscatel e comeram uns bolinhos numa banca montada pela CDU para os dois candidatos.

"Isto é para afinar o argumento final", gracejou o líder do PCP, antes de fazer um brinde com João Oliveira e uma militante.

Neste mesmo local, em 2019, o então secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa, tinha dado 10 valores sobre 10 à campanha feita pelo o cabeça de lista da CDU dessa altura às eleições europeias, João Ferreira.

Passados cinco anos, a avaliação de Paulo Raimundo ainda é maior, apesar de admitir que possa deixar João Oliveira envergonhado: "De zero a dez, dou 12!", disse, entre gracejos.

No final da arruada, Paulo Raimundo fez um forte apelo ao voto, salientando que o que está em causa é a eleição de 21 eurodeputados e não "quem é que vai ficar em primeiro" ou "o problema da governabilidade, da estabilidade", o que considerou ser "uma falácia"..

O secretário-geral do PCP considerou ainda que é uma "aldrabice" a ideia de que as eleições vão opor "os que querem a Europa e os que não querem a Europa" - reiterando que a CDU quer salvar a Europa da injustiça e das desigualdades - e voltou a referir-se ao 'ranking' do jornal 'online' Politico que refere que os dois eurodeputados da CDU não votaram a favor de nenhuma resolução a condenar a Rússia, caracterizando-os como estando entre os "melhores amigos" de Moscovo.

"Querem falar de 'rankings'? Falemos de 'rankings': estamos no número um de quem levantou o problema dos salários, das mulheres, o problema da agricultura, das pescas, da habitação (...) e estamos no número de sempre, e continuaremos a estar, na defesa intransigente da paz, da paz e da paz. Ninguém nos calará nesta batalha!", garantiu.

Um vídeo originário da Síria com uma estátua da Virgem Maria, datado de 2013 e divulgado na campanha eleitoral das europeias nas redes sociais do Chega, foi considerado como desinformação pelos especialistas.

O vídeo foi denunciado à Comissão Nacional de Eleições (CNE), através do número de WhatsApp criado para esse efeito pela comissão, que tem uma parceria para a deteção de notícias falsas com o MediaLab, centro de estudo de ciências da comunicação integrado no (ISCTE-IUL).

Os especialistas consideram que o vídeo é desinformativo porque usado de forma descontextualizada, o que o integra nessa categoria, de acordo com a classificação dos diversos tipos de desinformação adotada pelo MediaLab.

O departamento de verificação ('fact-check') da AFP já considerou que é falso, a propósito da sua divulgação recente em diversos países relativamente à guerra de Israel contra o Hamas.

O vídeo, que aparenta ser real e no qual dois homens partem uma estátua da Virgem Maria, já correu mundo e foi publicado originalmente a 23 de Outubro de 2013 no 'site' norte-americano The Middle East Media Research Institute.

Segundo as informações disponíveis, retrata um clérigo islâmico (Omar Raghba), anunciando o fim da idolatração de símbolos após a conquista islâmica de territórios cristãos na Síria em 2013.

O relatório do MediaLab a que a Lusa teve acesso refere que, depois desta data, o vídeo já foi utilizado em variados contextos, "sempre por agentes políticos ou partidos com ligações à extrema-direita e aos movimentos anti-muçulmanos".

A sua disseminação mais famosa e com mais alcance foi a realizada pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em novembro de 2017, após o que "entrou no circuito de partilha de movimentos de extrema-direita anti-imigração e pode ser encontrado em dezenas de publicações realizadas nas redes sociais, a maioria descontextualizadas", referem os autores do relatório, Gustavo Cardoso e José Moreno.

Em Portugal, o vídeo foi colocado nas redes sociais (Facebook, Instagram, Tik tok, Youtube, X) do Chega e de André Ventura a 20 de maio, tendo tido, entre essa data e 26 de maio, um total de 40.912 interações (gostos, partilhas e comentários) e 52.535 visualizações, excluindo o Instagram.

Na mensagem que acompanha o vídeo lê-se "eles [os muçulmanos] não respeitam a religião dos noutros", assim alertando para uma suposta ameaça da islamização, relacionado com o tema da imigração, o qual, de acordo com os investigadores, continua a marcar a campanha para as eleições.

Relacionado com este tema, o Chega divulgou também nas suas redes sociais uma outra mensagem eleitoral, uma imagem comparando uma mulher com burca e outra sem burca, questionando "Que Europa queres?".

Estas publicações, que também foram denunciadas à CNE por um utilizador, geraram um total de 25.120 interações no Instagram, Facebook X. Só no X, as duas publicações terão gerado 141.632 visualizações, refere o relatório.

Os especialistas anotam que esta comunicação é semelhante à do partido Vox (Espanha) nas suas redes, publicada no mesmo dia, 3 de junho.

Desta forma, referem Gustavo Cardoso e José Moreno, "temos uma publicação praticamente em simultâneo nos dois países da Península Ibérica, provenientes de partidos da mesma família política, com a mesma mensagem e uma imagem muito semelhante".

Ao referir uma "onda de islamização crescente que ameaça a Europa" e estendendo essa ameaça a Portugal, "a publicação do Chega ignora o facto de a religião muçulmana ser claramente minoritária, tanto na Europa como em Portugal", alerta o relatório.

No país -- diz-se no texto -- "a religião muçulmana não representa mais do que 0,4% da população e na Europa não ultrapassa os dois por cento". Este "contexto é ignorado pela publicação, o que faz dela um conteúdo 'descontextualizado'".

Em suma, alertam os investigadores, embora a mensagem veiculada seja política, nem o texto nem a imagem contêm uma mensagem de ódio, nem incitamento à violência, correspondendo a um "discurso político legítimo", embora "nos limites de uma zona narrativa cinzenta", que permite interpretações pessoais diferentes.

Assim, "do ponto de vista da comunicação política, o texto e a imagem procuram precisamente essa ambiguidade como estratégia comunicativa do partido", concluem.

O líder do Chega acusou hoje os jornalistas de serem "inimigos do povo", recorrendo a uma expressão reiteradamente utilizada pelo antigo Presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Na origem da acusação estiveram perguntas de jornalistas sobre um vídeo colocado nas redes sociais de André Ventura que mostra parte da sua interação com um imigrante que o abordou na quinta-feira numa ação de campanha na Póvoa de Varzim.

O Chega utiliza apenas parte das imagens da interação para sugerir que o imigrante mentiu quanto à sua nacionalidade e profissão. Na legendagem que o Chega fez, o homem afirma ser indonésio e pescador, apesar de ter dito aos jornalistas que era nacional do Bangladesh.

O Chega deixa de fora a parte em que André Ventura o questionou diretamente se trabalha na pesca e o homem responde, num português esforçado, que trabalha nas estufas e que ajuda outros imigrantes indonésios, esses sim, pescadores.

André Ventura recusou que o vídeo tenha sido manipulado, insistindo que o homem lhe disse ser da Indonésia e "depois disse que era do Bangladesh", preferindo virar-se contra a comunicação social, em especial a SIC, classificando como "miserável" o trabalho feito por esta estação televisiva.

"Se alguém mentiu primeiro foram vocês... vocês ontem foram os inimigos do povo, os inimigos das pessoas. Ao partilhar uma peça mentirosa, falsa, e a manipular as pessoas", acusou, recorrendo a expressão de Donald Trump.

Questionado se está a imitar o ex-Presidente norte-americano, Ventura respondeu: "Você está a imitar o Fernando Mendes por fazer perguntas assim? Quer dizer, não faz sentido, eu não estou a imitar ninguém, estou a dizer aquilo que acho".

"Sabem que respeito o vosso trabalho eminentemente, mas ontem vocês foram os verdadeiros disseminadores de notícias falsas e foram, sobretudo, o inimigo do povo, que é aquele que tenta manipular o povo em prol de uma ideia política", acusou, numa interação hostil com os jornalistas e durante a qual os apoiantes aplaudiam as críticas de Ventura.

O líder do Chega disse também que o imigrante pediu inicialmente para "tirar uma foto" consigo e "de repente" estava a acusá-lo de racismo, alegando que "foi instrumentalizado e que foi alguém que o pôs lá".

Questionado sobre quem instrumentalizou o imigrante, Ventura respondeu que "só pode ter sido a esquerda política", mas não quis concretizar.

Na ocasião, o presidente do Chega comentou também a notícia do Expresso de que a juíza de instrução considerou que as suspeitas que recaem sobre o filho do Presidente da República quanto ao caso das gémeas poderiam estender-se a Marcelo Rebelo de Sousa, mas o Supremo Tribunal de Justiça recusou a instrução do caso.

André Ventura insistiu que Marcelo Rebelo de Sousa "tem de dar explicações".

Questionado também sobre declarações suas na quinta-feira à tarde, recusou ter-se comparado a Salazar.

"Dantes dizia-se que era preciso dois Salazares, agora toda a gente sabe que não é preciso Salazar nenhum, basta o André Ventura. Isso não é comparar-me a ninguém, é dizer que aquilo que se dizia no sentido errado, hoje diz-se no sentido certo", sustentou, afirmando que "o mau já lá vai, o bom ainda agora acabou de chegar".

Também em declarações aos jornalistas, o cabeça de lista do Chega às europeias defendeu não ter insultado ninguém quando disse que não vai para o Parlamento Europeu "defender os animais, as plantas, os jardins", mas sim "Portugal e os portugueses", alegando: "não há ninguém que goste mais de animais do que eu".

Questionado se o Chega não acredita no problema das alterações climáticas, continuou no tom utilizado pelo líder do partido: "Se eu quisesse ser desagradável dizia olhe vá perguntar aos cãezinhos que eles logo lhe responderão. Por amor, isto é que pergunta que se faça?".

António Tânger Corrêa considerou também que afirmar que existe uma "agenda ecocêntrica" é "proteger os portugueses e os agricultores".

Õ candidato da Iniciativa Liberal às eleições europeias de domingo disse hoje estar disponível para assumir a vice-presidência da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa (ALDE).

"Foi público que há contactos para que eu assuma a vice-presidência do Partido Liberal Europeu e, depois de alguma resistência inicial, acho que estou disponível", adiantou João Cotrim de Figueiredo aos jornalistas, no final de uma arruada em Lisboa, onde esteve acompanhado do presidente do partido, Rui Rocha.

O cabeça de lista da IL justificou estar disponível afirmando que é preciso também, depois de mudar a situação política em Portugal, mudar o panorama europeu que tem de dar condições para que Portugal cresça a seguir.

"Portanto, vamos reformar o Partido Liberal Europeu e vamos reformar as políticas e as prioridades da política europeia para poder formar Portugal", vincou.

No último dia de campanha eleitoral, Cotrim de Figueiredo considerou que os cargos não se exercem por gosto.

E acrescentou: "Nós nunca procuramos cargos. É por aquilo que se pode fazer com eles".

O Alto-Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, pediu hoje aos cidadãos da União Europeia (UE) a "não se deixarem levar pelo crescente sentimento anti-refugiados e anti-migrantes" quando votarem nas eleições europeias, que decorrem até domingo.

Numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter), Grandi defendeu que a xenofobia deve ser combatida tanto nas comunidades locais como "nos boletins de voto".

"Não podemos permitir que o poder do povo seja usado contra o povo", sustentou o responsável da agência especializada das Nações Unidas na mensagem, não fazendo alusão a qualquer opção política específica.

As sondagens preveem uma ascensão da extrema-direita nestas eleições, que se realizam apenas alguns meses depois de a UE ter concluído um histórico Pacto sobre Migração e Asilo.

Os partidos e movimentos conservadores exigem agora a imposição de mais restrições à imigração e propõem a generalização de acordos com países terceiros para a transferência de requerentes de asilo, como fez a Itália da primeira-ministra de extrema-direita, Giorgia Meloni, com a Albânia.

Depois de enquanto ministra da Saúde ter pedido que as pessoas "ficassem em casa" durante a pandemia, a cabeça de lista do PS às europeias, Marta Temido, apelou hoje aos portugueses para que no domingo "por favor vão votar".

Na reta final da campanha para as europeias, a caravana do PS fez hoje a já habitual arruada em Moscavide, onde se juntaram a Marta Temido a ex-ministra Ana Mendes Godinho, o antigo líder parlamentar Eurico Brilhante Dias e a número três da lista, Ana Catarina Mendes, entre outros rostos socialistas.

"Da mesma forma que vos disse durante muitos dias [da pandemia de covid-19] que ficassem em casa, agora o apelo que hoje aqui quero repetir é: por favor vão votar. Pela democracia, pela Europa, por Portugal, por todos nós", apelou a candidata socialista no final da arruada, falando aos apoiantes em cima de um muro.

A ideia inicial era que usasse um megafone, mas Marta Temido acabou por não o utilizar e ficar a segura-lo apenas na mão por considerar que a sua voz se ouvia bem.

"É muito importante que no próximo domingo todos nós vamos votar. É mesmo o futuro da Europa aquilo que está em causa. Esta é provavelmente a eleição mais importante das nossas vidas e por isso vamos votar nos socialistas da Europa", pediu.

A candidata do PS aproveitou este momento para voltar a defender o projeto de uma "Europa que avança, que quer andar para frente com melhor habitação para todos, com mais rendimentos para todos, sem recuos nos direitos dos homens, das mulheres, das minorias e de todos".

"Não estou com receio da abstenção, mas quero que ela não aconteça. Quero que os portugueses percebam bem aquilo que está em causa e que não prescindam de exercer os seus direitos e que vão votar porque votar é mesmo importante", insistiu.

Nesta arruada foram distribuídas rosas vermelhas, além dos sacos de pano, canetas e panfletos que ao longo dos dias a caravana foi dando às pessoas pelos muitos concelhos onde passou.

Marta Temido voltou a receber inúmeros agradecimentos pelo trabalho durante a pandemia, muitas promessas de votos, inúmeros pedidos para tirar fotos e até uma coroa de papel lhe foi atirada da varanda de uma empresa.

Num encontro com uma cabo-verdiana surgiu a evocação de Cesária Évora e, a pedido da candidata para que a senhora cantasse, ouviu-se o "Sodade" em tom baixinho.

Sebastião Bugalho começou o último dia de campanha eleitoral com uma visita a uma residência universitária na baixa do Porto, onde esteve com vários estudantes e brindou "à habitação para os jovens e à reabilitação dos centros históricos".

"A um futuro mais europeu e a um Porto mais jovem", observou Bugalho, depois de uma visita às instalações da residência Academia, que, sob a gestão da Federação Académica do Porto (FAP), abriu portas no início do ano letivo.

Aos jornalistas, o cabeça de lista da AD assegurou que no Parlamento Europeu pretende defender "a elevação do direito à habitação como direito universal na carta dos direitos fundamentais".

"É com grande motivação que vamos para o Parlamento Europeu defender a elevação do direito à habitação como direito universal na carta dos direitos fundamentais para ajudar mais residências estudantis como esta", acrescentou.

O cabeça de lista do PAN às eleições do Parlamento Europeu mergulhou hoje no rio Tejo, à semelhança do que fez Marcelo Rebelo de Sousa há 35 anos, para provar que a água daquela zona continua poluída.

A ação de campanha, que decorreu na praia de Algés, em Oeiras, visou mostrar aos eleitores que vão votar no domingo para eleger o Parlamento Europeu que o PAN "é único partido que vai fazer a diferença" na defesa do ambiente e que constitui "um voto responsável pela natureza e pelos animais", afirmou Pedro Fidalgo Marques.

A água "estava poluída. Muito poluída e fria", disse o candidato à saída do mergulho, lembrando que, "há 35 anos, houve uma promessa de Marcelo Rebelo de Sousa de que quatro anos depois a água deixaria de estar poluída", mas "continuamos a ter a água poluída".

O mergulho do agora Presidente da República foi dado enquanto candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Na altura, em agosto de 1989, o então candidato autárquico criticou a qualidade da água do rio e, apesar de não ter ganhado a eleição, conquistou uma grande notoriedade.

Esse não foi, segundo Pedro Fidalgo Marques, o principal objetivo da ação de hoje do PAN.

"É mais do que isso [ganhar notoriedade], é uma ação para chamar a atenção para a importância dos rios", sublinhou, ainda com falta de fôlego, depois de nadar cerca de 30 metros até à costa.

"Mostrámos que é preciso ter um estatuto de proteção para os nossos rios", disse, reiterando que "votar no centrão PS/PSD não serve de nada", porque "continuamos com as promessas, [nomeadamente a do social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa de que iria despoluir o rio] por cumprir".

Também um eventual voto de protesto no Chega foi criticado pelo cabeça-de-lista do PAN, garantindo que o partido de extrema-direita "promete, promete e não faz nada".

"O único voto que vai fazer a alternativa e vai fazer diferença é o voto no PAN", assegurou.

A comparação entre os dois candidatos -- com 35 anos de distância temporal -- serviu ainda para os jornalistas lembrarem Pedro Fidalgo Marques que Marcelo Rebelo de Sousa perdeu as eleições no ano em que mergulhou no Tejo, questionando o cabeça-de-lista do PAN sobre a eventualidade de enfrentar um mau presságio.

"Marcelo Rebelo de Sousa chegou a Presidente da República. Por isso, acho que não se pode dizer que seja um mau presságio", referiu Pedro Fidalgo Marques, acrescentando que o que gostaria era que Marcelo Rebelo Sousa, como Presidente da República, defendesse o que a Constituição diz".

"Marcelo Rebelo de Sousa jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição e o direito ao ambiente e à natureza continua por cumprir", acusou.

O cabeça de lista da AD, Sebastião Bugalho, disse hoje olhar para as sondagens "com otimismo e esperança", apesar de considerar que se dirigem mais a "exercícios de comentários" do que aos votantes.

"Obviamente que estamos atentos, mas estamos sobretudo concentrados em levar a nossa mensagem às pessoas, e acho que as sondagens são mais exercícios de comentários do que para aqueles que se querem submeter ao voto dos portugueses e estão concentrados em servir os portugueses", afirmou o cabeça de lista da Aliança Democrática às eleições europeias.

Questionado sobre os resultados da última sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público, em que o PS recupera e surge dois pontos à frente da AD, Sebastião Bugalho escusou-se a comentar e prometeu continuar "a trabalhar todos os dias para merecer a confiança e o voto dos portugueses".

"Olho para as sondagens com otimismo e esperança, mas não vou parar de trabalhar pelos votos dos portugueses até ao dia das eleições", acrescentou o cabeça de lista da AD à margem de uma visita a uma residência universitária no Porto.

A cabeça de lista o PS às europeias afirmou hoje que eleger menos de nove eurodeputados não é derrota pessoal, mas para o país, recordando que no domingo se pode votar em qualquer ponto do território.

"Menos de nove deputados não é uma derrota para mim, é uma derrota para o país", defendeu Marta Temido durante uma ação de campanha no Mercado do Livramento, em Setúbal, acompanhada pela número dois da lista, Ana Catarina Mendes.

O Partido socialista venceu as últimas eleições europeias, tendo elegido nove eurodeputados, o que para Marta Temido já tinha sido "um resultado extraordinário".

"Nós somos mesmo os menos importantes daquilo que está em causa. O mais importante é que o país possa continuar a avançar, não tenho dúvidas que todos os votos dos socialistas europeus são votos numa Europa que avança e não numa Europa que recua", acrescentou.

Segundo a candidata a eurodeputada, nestas últimas horas de campanha é importante "continuar a afirmar as diferenças do projeto dos socialistas europeus para uma Europa progressista", com mais habitação, rendimentos e direitos.

"É por isso que vamos lutar até ao final", sustentou.

Marta Temido apontou ainda a importância de se votar no próximo domingo, a partir de qualquer ponto do país.

"Nós não olhamos para as eleições com uma perspetiva utilitária e ainda hoje aqui no mercado ouvimos pessoas que ainda não sabiam que no domingo podem ir votar num em qualquer sítio onde se encontrem", evidenciou.

No seu entender, nas eleições do próximo domingo todos têm uma palavra a dizer, especialmente as mulheres.

"As mulheres são a maior fatia da população portuguesa. As mulheres querem a paz, as mulheres não querem recuos e estamos todas juntas para melhorar a vida de Portugal", argumentou.

A campanha eleitoral para as europeias de domingo chega hoje ao fim e todos os partidos com representação parlamentar ou encerram as suas ações ou realizam arruadas em Lisboa, acentuando o peso político e a visibilidade na capital.
O cabeça de lista da AD, Sebastião Bugalho, tem duas ações marcadas para Lisboa e a principal candidatura concorrente, do PS, encabeçada por Marta Temido, começa de manhã os contactos com a população no Mercado do Livramento, em Setúbal, e prossegue, antes de almoço, com uma arruada em Moscavide.
Da parte da tarde, Marta Temido participa na tradicional descida do Chiado e encerra a campanha com um arraial popular em Marvila, parte oriental de Lisboa.
A Iniciativa Liberal privilegia igualmente a capital, com o seu "número um", João Cotrim Figueiredo a contactar a população na Praça de Londres e, a fechar, a participar num arraial no espaço defronte da Casa dos Bicos.
A cabeça de lista do Bloco de Esq uerda, Catarina Martins, acompanhada da coordenadora do partido, Mariana Mortágua, participa numa arruada, com início na Praça Paiva Couceiro, e discursa no comício de encerramento de campanha marcado para Almada.
A campanha da CDU começa em Setúbal, com um desfile junto à Câmara Municipal do Barreiro, prossegue, em Lisboa, com uma visita do candidato João Oliveira à sede dos Artistas Unidos e, ao fim da tarde, com um desfile com início no Largo do Chiado e termina com um comício em Paio Pires, distrito de Setúbal.
Francisco Paupério, que lidera a lista do Livre, visita de manhã o ISCTE, em Sintra, e à tarde a União Zoófila e a Escola Básica 2+3 Professor Delfim Santos, em Lisboa.
Um jantar comício na Cantina Indiana da Comunidade Hindu, encerra a campanha do Livre.
Pedro Fidalgo Marques, cabeça de lista do PAN, começa o dia em Oeiras, na praia de Algés, e visita depois de almoço, em Lisboa, a organização não-governamental para o desenvolvimento "Corações com Coroa". O encerramento da campanha está marcado para um 'sunset' no Jardim da Estrela.
Sem ações no distrito de Lisboa, o cabeça de lista do Chega, António Tânger Corrêa, participa com uma arruada em Valença, distrito de Viana do castelo, junto às muralhas, e encerra a campanha eleitoral com u m jantar num restaurante de Viana do Castelo.
José Manuel Coelho, que encabeça a lista do PTP, anunciou uma ação de campanha junto da representação do banco de Portugal, no Funchal.

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