"Os carros com sete lugares têm uma tarifa agravada em 20% face aos de quatro lugares. Quer leve um cliente, quer leve seis, o cliente irá pagar sempre mais 20%", explica Dinheiro Vivo Carlos Ramos, presidente da Federação Portuguesa do Táxi.."Propusemos a eliminação dessa tarifa para que, mesmo que uma pessoa apanhe um táxi de sete lugares sozinha, nunca pague mais do que pagaria num táxi normal", adianta o responsável ao Dinheiro Vivo. A tarifa normal manter-se-ia até quatro pessoas e, a partir de cinco, a tarifa seria alterada. "Não faz sentido pagar mais 20% só porque o carro é maior", comenta Carlos Ramos..Esta proposta, reconhece, irá representar algumas perdas para os taxistas, mas a ideia é que essas sejam compensadas por outras alterações à convenção de preços dos táxis, que foram entregues à Direção-Geral das Atividades Económicas..É o caso de uma bandeirada mínima de 20 euros para serviços que partam do Aeroporto da Portela, dando direito a um percurso de 14,8 quilómetros, como foi avançado pelo Dinheiro Vivo. Ou outra, noticiada esta semana pelo Correio da Manhã, de uma bandeirada mínima de 10 euros nos dias e vésperas de Natal e Ano Novo. Com esta última, a ideia é que "a oferta nestes quatro dias aumente, já que os taxistas passam a ter garantia de que recebem esse valor mínimo", explica Carlos Ramos ao Dinheiro Vivo..Estas propostas surgem na sequência de reunião em que foi transmitido aos taxistas que o Governo não estaria disponível para alterar o tarifário base a nível nacional, tendo sido manifestada abertura, por outro lado, para discutir alterações às tarifas especiais, justificou o presidente da Federação Portuguesa do Táxi.