Viktor Orban

Victor Ângelo

Os avanços da extrema-direita europeia: um novo normal?

Em abril, num total de 199 lugares, Viktor Orbán passou a contar com 135 eleitos no Parlamento húngaro. Nas Legislativas de junho, o partido de Marine Le Pen saltou de 8 para 89 deputados. Há cerca de três semanas, o partido ultradireitista Democratas Suecos conseguiu 20,5% dos votos e a coligação conservadora de que faz parte obteve a maioria na Assembleia Nacional da Suécia. Agora, em Itália, a extrema-direita e os seus aliados conseguiram eleger cerca de três vezes mais deputados e senadores que o centro-esquerda. O partido de Giorgia Meloni, o grande vencedor destas eleições, passou de 4% dos votos em 2018 para 26%. Esse partido, Fratelli d"Italia, foi o mais votado, apesar de as suas raízes serem de inspiração fascista.

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Líderes europeus

As divisões da Europa 30 anos após o fim da Cortina de Ferro

Angela Merkel reuniu-se com Viktor Orbán, Emmanuel Macron com Vladimir Putin. Nos próximos dias, um e outro receberão Boris Johnson. E Matteo Salvini tenta assalto ao poder, enquanto alimenta a crise do navio da ONG Open Arms, com 107 migrantes a bordo, com a Espanha de Pedro Sánchez. No meio disto tudo prepara-se a cimeira do G7 em Biarritz. E assinala-se os 30 anos do princípio do fim da Cortina de Ferro.