Vasco Graça Moura

Vasco Graça Moura

Retrato do artista quando adulto

Creio ser esta a primeira vez que escrevo inteiramente em causa própria nesta coluna, do que peço desde já desculpa aos meus leitores, sobretudo aos que vão ver nisso um acto de vaidade e não um exercício de análise em que há uma dimensão subjectiva e outra objectiva em especial entrosamento. Mas acontece que o meu amigo Júlio Pomar, o grande Júlio Pomar, juntando virtuosismo, arte, amizade, rasgada generosidade e empenhamento "acelerado", pintou o meu retrato a tempo de ele ser apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian numa iniciativa que ocorreu há dias e foi muito lisonjeira para mim.

Vasco Graça Moura

Livros e supermercados

Em termos de marketing, a acção da Jerónimo Martins foi espectacular, mas o que se viu na televisão não era menos deprimente por causa disso. Na rápida e tumultuária sucessão dessas imagens, ficava-se com a impressão de que as turbas acarretavam, à cabeça, em carrinhos, em caixas, em contentores improvisados, em cestos, sacos e saquetas, ou fosse lá como fosse, muitos artigos que não eram de primeira necessidade, isto é, dir-se-ia que o fortíssimo desconto de 50% terá induzido opções de compra precipitadas e fora de qualquer planificação doméstica, acabando portanto por desequilibrar orçamentos que já não brilhariam pela abundância.