União Europeia

Patrícia Viegas

Faltam 72 dias para o Brexit. Ou não?

Uma coisa que anos a escrever sobre a União Europeia ensina é: as crises formam-se à vista de toda a gente, primeiro subestimam-se, depois arranjam-se soluções ad hoc, elaboram-se planos, normalmente rejeitados pelos cidadãos de um ou mais Estados membros, grita-se que não há plano B, que é assim ou não é, depois apanha-se mais uns choques, apregoa-se quase o apocalipse e, in extremis, eis que alguém, em algum sítio, em alguma circunstância, aparece com uma solução. Foi assim na crise da Constituição Europeia, do Tratado de Lisboa, o seu herdeiro, na crise das dívidas soberanas e do euro, da falência da Grécia e a sua quase saída da moeda única, com um referendo pelo meio também. Isto só para dar alguns exemplos.