Timor-Leste

Testemunho

Adriano Moreira e o Cardeal Humberto Medeiros de Boston - O caso de Timor

Genuinamente preocupado com o sofrimento do povo timorense, depois da ocupação indonésia, ocupação devida à estupidez e incompetência política dos esquerdistas portugueses, a começar pelos militares e a acabar pelos comunistas, com a conivência dos socialistas, (os quais queriam impor a Timor independente um regime comunista, sistema visivelmente contrário às tradições culturais e políticas do povo maubere), o Professor Adriano Moreira, consciente como ninguém do significado político e cultural das antigas províncias ultramarinas portuguesas para Portugal e para o mundo ocidental, resolveu, por conta própria e à sua própria custa, vir do Brasil aos Estados Unidos a fim de tentar sensibilizar os americanos e os luso-americanos para esse sofrimento e para as carências materiais desse povo sacrificado à ignorância, à inépcia, aos complexos e aos caprichos de analfabetos políticos portugueses.

Exclusivo

Momento histórico

Referendo foi há 20 anos: a independência de Timor em dez momentos

A alteração do regime político em Portugal não significou a independência a curto prazo para Timor-Leste. Pelo contrário, os timorenses tiveram de pagar um elevado preço para a alcançar. Um preço pago em mortos, combates, fome e destruição, resistência no interior e no exterior. Dez datas para entender uma luta de quase um quarto de século até à certeza da independência.

Opinião

Uma ilha atravessada na garganta. Por João Pedro Henriques

Isto foi mesmo assim, juro. A avô Ermelinda avisou-me: "Se fores a Timor, bebe muito gin tónico. Tem quinino. Protege-te do paludismo." Ela sabia, tinha lá vivido com o meu avô, ainda antes da II Guerra. Foi o que fiz quando embarquei, algures em março de 1992, em Darwin, no norte da Austrália, num ferry, o "Lusitânia Expresso", sobrelotado de ativistas e jornalistas que pretendiam rumar a Díli, na "Missão Paz em Timor". O objetivo era colocar uma coroa de flores no cemitério de Santa Cruz, em homenagem às vítimas do massacre que em novembro do 1991 tinha colocado Timor nas primeiras páginas da imprensa mundial (de onde nunca mais saiu até ao referendo da independência, em 1999).