presidenciais

Sebastião Bugalho

Nós e o almirante

No início de 2021, ainda nos primórdios da covid-19, dediquei esta coluna ao possível regresso do presidencialismo, num artigo publicado com o título O regresso dos presidencialistas. O momento de metamorfose que o sistema político atravessa, a emergência de novos populismos, sempre tão ávidos de revisões constitucionais e concentrações de poder, a permeabilidade das democracias a ameaça externas, como guerras e pandemias, as alterações nos equilíbrios de poder na arena internacional, a emergência de potências revisionistas, a incerteza económica, que a inflação deste ano veio confirmar e reforçar. Tudo isso, de uma forma ou de outra, fazia adivinhar que o cinquentenário da Terceira República seria marcado, mais ou menos discretamente, pela tentação de uma chefia de Estado mais executiva, mais preponderante e de maior autoridade.

Grande entrevista a Marcelo Rebelo de Sousa

"Há um cenário de confinamento muito rigoroso"

Candidato ao segundo mandato como Presidente da República, ​​​​​​​é a favor da alteração nos poderes do Ministério Público numa futura revisão da Constituição, mas não acredita que isso seja possível a tempo das eleições de dia 24. Defende a votação dos idosos sem saírem dos lares e está preocupado com o impacto no emprego de um confinamento rigoroso.