Nuno Santos

Memória futura

O entretenimento em 2015

O acontecimento do ano na oferta do entretenimento televisivo não é tanto o aparecimento de novos conteúdos mas, sim, o facto de um reality show da TVI ter sido vencido por um programa de talentos, neste caso o The Voice da RTP. Há quem veja aqui uma tendência, trata-se no entanto de um episódio isolado e reversível já nas próximas semanas. O que sucede é que o The Voice, na realidade um programa extraordinário dentro do género, está invulgarmente bem concebido e produzido e, desta vez, a TVI, foi errática em aspetos - do casting, ao ritmo das galas - em que não costuma facilitar.

Nuno Santos

Todo o cuidado é pouco

O mercado publicitário em Portugal está a crescer. Os números não coincidem em todas as notícias, até porque as formas de análise também são diferentes, mas o pano de fundo é o mesmo: há mais investimento, a televisão é dominante e cresce tanto em sinal aberto como na televisão paga, o online mantém um alto ritmo na sua (ainda) baixa performance e a imprensa continua a cair, embora seja legítimo associar algum do crescimento do online ao trabalho que a imprensa tradicional está a fazer na sua operação digital. Esta notícia, conhecida durante a semana, é boa para o mercado - sempre o "mercado" - os acionistas e com certeza os profissionais, mesmo que estes enfrentem tempos incertos. Há projetos novos e comprovadamente bem concretizados, como o Observador, mas há também grupos em reestruturação, como a Controlinveste, que detém o DN e outros que, mesmo com receitas sólidas, estão dependentes do alinhamento internacional como será o caso da Media Capital, detentora da TVI e da Rádio Comercial, entre outras marcas fortes.