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Falemos então de tulipas (ou túlipas)

António Araújo

Falemos então de tulipas (ou túlipas)

Há quem escreva "tulipas", outros dizem "túlipas", a esganiçar o acento no ú, e ambas as formas são certíssimas e correctas, estando o problema na própria da palavra "tulipa", ou "túlipa", escrevamo-la de uma maneira ou doutra. O termo foi introduzido na Europa, ao que parece, por um diplomata flamengo de nome estiloso, Ogier Ghiselin de Busbecq, que era embaixador de Fernando I, do Sacro Império Romano-Germânico, na corte de Solimão, o Magnífico (estamos ao Império Otomano, portanto). Em 1554, Busbecq rumou a Constantinopla e de lá escreveu várias cartas, hoje célebres, uma das quais enaltecia a abundância floral do país, pejado de narcisos e jacintos, e também, informou o diplomata, "de uma planta a que os Turcos chamam tulipum".