NATO

Opinião

70.º aniversário da NATO: a caminho de Londres

Na semana passada participei pela primeira vez numa reunião dos Ministros da Defesa da NATO. Nesses dois dias discutimos vários temas importantes, do incumprimento russo do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) à capacidade de adaptação da NATO à natureza mutável dos conflitos. As decisões que tomámos vão garantir que a NATO está apta a enfrentar os desafios do futuro e ajudar a manter os nossos cidadãos seguros.

Augusto Santos Silva

Nos 70 anos da NATO

A NATO comemorou na semana passada o 70.º aniversário. Fê-lo num ambiente positivo. Com a exceção do Reino Unido e da Estónia (aquele por razões óbvias, esta por ter em curso a formação de novo governo), os aliados fizeram-se representar ao nível mais alto na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros que pontuou as celebrações em Washington. Todos foram concordantes na afirmação da natureza única e insubstituível do elo transatlântico, ninguém sugeriu que estava obsoleto.

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entrevista

"Se a NATO não existisse, tinha de ser criada agora"

Entrevista ao almirante Silva Ribeiro, chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, no dia em que a Aliança Atlântica celebra 70 anos e os chefes da diplomacia dos 29 países membros se reúnem em Washington. Portugal foi um dos 12 fundadores e, afirma o CEMGFA, beneficiou desde o início da aliança para modernizar o seu aparelho militar. Identifica Rússia e jihadismo como ameaças e diz que a China é um desafio emergente.

Opinião

NATO @ 70: o reforço da coesão transatlântica como prioridade

No dia em que a NATO completa 70 anos, a Aliança Atlântica pode celebrar a sua continua importância enquanto aliança militar e organização política: a NATO, criada quatro anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, permanece uma aliança crucial, a maior aliança militar em tempo de paz do mundo - e a mais bem-sucedida da história, preservando a paz na Europa e no espaço euro-atlântico alargado. Esta aliança defensiva, criada para proteger a Europa Ocidental contra a agressão soviética alargou-se institucionalmente, desde o fim da Guerra Fria, incluindo hoje 29 países membros, e tendo às suas portas Estados como a Geórgia, e a Ucrânia, o que revela como a NATO permanece uma organização atraente para vários Estados europeus que a querem integrar, contra, entre outras razões, o revisionismo da Rússia pós-soviética.