Memória

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1942: inaugura o novo Aeroporto de Lisboa

No Diário de Notícias de 16 de outubro de 1942 lia-se sobre a visita, na véspera, de Duarte Pacheco, então Ministro das Obras Públicas e Comunicações, às instalações da "aero-gare ainda em obras". Num assunto chamado à capa da edição desse dia, o DN informava que a partir daquela data os aviões de carreira passariam a usar o aeroporto lisboeta. Segundo o DN, no dia da inauguração, 15 de outubro, aterrou no local o primeiro avião, um bimotor Douglas DC3 da British Airways que sobrevoou por Lisboa com o então ministro a bordo, em conjunto com entidades oficiais da cidade [...]

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Tesouras. Uma história com 3500 anos.

Aparar tecidos e cabelo. Os ramos das árvores. A lã das ovelhas. Linhas de costura, papéis, até um dedo de quem não tiver cuidado a manuseá-las. Se há instrumento capaz de separar este mundo e o outro é mesmo a tesoura. Texto de Ana Pago Pegamos numa tesoura para cortar legumes, um peito de frango, as unhas e nem nos lembramos do tempo que deve ter demorado até se conseguir aquele objeto pequeno, ergonómico, utilitário, com tantas vidas no passado antes de podermos dar-nos ao luxo de a ter espalhada por múltiplas gavetas, em várias divisões da casa. "Hoje, nas [...]The post Tesouras. Uma história com 3500 anos. appeared first on Ócio.

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Ratos gigantes no Convento de Mafra. Mito ou realidade?

Existem, correm nos recantos sombrios dos esgotos e por vezes assustam alguns visitantes desprevenidos, mas não são mutantes, pelados ou cegos. Não têm fome de carne, nem sequer são aos milhares. São apenas ratos que vivem no Convento de Mafra. Texto de Ana Pago Mafra tornou-se maior do que a imaginação mal José Saramago publicou o seu Memorial do Convento: "El-rei [D. João V] foi a Mafra escolher o sítio onde há de ser levantado o convento. Ficará neste alto a que chamam da Vela, daqui se vê o mar, correm águas abundantes e dulcíssimas para o futuro pomar e [...]

Memória

"O jogo era a alma dos cabarés de Lisboa"

Havia charleston e jazz e champanhe e cocaína, mas as mulheres eram pagas para lá estar e era no jogo que estava a alma do negócio dos cabarés lisboetas dos anos 1920. Até a ditadura militar lhes fechar as portas, a bem da nação e dos bons costumes. A historiadora Cecília Vaz conta como foi. Entrevista de Catarina Pires | Fotografia de Leonardo Negrão/Global Imagens O Le Chat Noir, em Paris, tido como o primeiro cabaré moderno, esteve em atividade na década de 1880. A Lisboa, os cabarés chegaram mais tarde, tiveram o seu auge nos anos 1920 e não [...]

DN Ócio

O bacalhau e os portugueses: uma relação com séculos

Se em Espanha a imagética de um povo está associada ao placard de um touro negro nas lezírias, em Portugal ela traduz-se em muito no ideário construído pelo Estado Novo à volta bacalhau, em que se quis tornar a arte dura de pescar nos mares do Norte herdeira das viagens de 1500. Texto de Cláudia Marques Santos | Fotografias Arquivo DN Podíamos começar este texto a explanar o anunciado e prontamente criticado Bacalhau Story Centre - não sabemos se pela impertinência do tema na lista de prioridades do executivo da câmara lisboeta, se pelo facto de o nome em inglês [...]

Memória

Segredos, histórias e curiosidades do Porto por Germano Silva

É um dos maiores conhecedores da cidade do Porto, jornalista, cronista e escritor, Germano Silva teve como tarefa mostrar a sua cidade a um lisboeta. Texto de Filipe Gil | Fotografia de Igor Martins (Global Imagens) O ponto de encontro foi mesmo em frente à Sé, a meio da manhã. No local onde o Porto começou. Debaixo de chuviscos do típico céu cinzento com que o Porto costuma brindar os seus visitantes no outono, Germano Silva começou a mostrar a cidade que é muito dele. O jornalista de 88 anos, que embora reformado continua ligado ao Jornal de Notícias, é [...]

Opinião

O segredo da memória de elefante

Com a chegada da época dos exames e avaliações escolares, os lamentos são habituais: «Ah! Se eu tivesse mais capacidade de concentração!» «Ah! Se eu tivesse mais memória!» É neste contexto que, muitas vezes, os jovens encontram nos anúncios de televisão a solução para estas «limitações»: suplementos alimentares. Prometem aumentar as capacidades cognitivas, mas também resolver problemas de cansaço, melhorar o sistema imunitário, resolver estados depressivos. O problema é que não existem ensaios clínicos que confirmem que estes suplementos são eficazes naquilo a que se propõem. Jovens e pais acabam por cair na falácia de tentar «comprar» memória em caixinhas. [...]