Memória

Memória

Tesouras. Uma história com 3500 anos.

Aparar tecidos e cabelo. Os ramos das árvores. A lã das ovelhas. Linhas de costura, papéis, até um dedo de quem não tiver cuidado a manuseá-las. Se há instrumento capaz de separar este mundo e o outro é mesmo a tesoura. Texto de Ana Pago Pegamos numa tesoura para cortar legumes, um peito de frango, as unhas e nem nos lembramos do tempo que deve ter demorado até se conseguir aquele objeto pequeno, ergonómico, utilitário, com tantas vidas no passado antes de podermos dar-nos ao luxo de a ter espalhada por múltiplas gavetas, em várias divisões da casa. "Hoje, nas [...]The post Tesouras. Uma história com 3500 anos. appeared first on Ócio.

Memória

O desejo no cinema e nos livros

As Cinquenta Sombras de Grey pode ser a obra mais lida da década que passou mas não trouxe qualquer novidade ao erotismo e sua representação. Sem temer polémicas e várias formas de censura, têm sido muitas as obras literárias ou cinematográficas que, ao longo do tempo, se ocupam de um tema que continua escaldante. Texto de Maria João Martins Os desmemoriados julgarão que tudo começou com a parafernália de brinquedos exibidos, como num catálogo de tupperwares marotos, em As Cinquenta Sombras de Grey. Mas, na verdade, a ligação entre o cinema e o desejo erótico, de tão antiga, pode considerar-se [...]

1864

Moda: os loucos (e belos) anos 20

Depois das privações da Primeira Grande Guerra, o mundo reencontra a alegria de viver num grito de libertação e euforia sem precedentes. Por isso lhes chamamos os loucos anos 20. Texto de Ana Pago Os homens vinham de fazer a Primeira Guerra Mundial, cansados de patriotismo. As mulheres tomaram sozinhas as rédeas dos correios, transportes, bancos, explorações agrícolas, hospitais, escolas, fábricas - incluindo as de armamento -, e com a prática tornaram-se verdadeiras lutadoras. Tudo mudou para elas ao participarem no esforço de guerra, sorridentes como sempre, mas menos dóceis do que os maridos se lembravam. Bem podiam suplicar que [...]

Memória

"O jogo era a alma dos cabarés de Lisboa"

Havia charleston e jazz e champanhe e cocaína, mas as mulheres eram pagas para lá estar e era no jogo que estava a alma do negócio dos cabarés lisboetas dos anos 1920. Até a ditadura militar lhes fechar as portas, a bem da nação e dos bons costumes. A historiadora Cecília Vaz conta como foi. Entrevista de Catarina Pires | Fotografia de Leonardo Negrão/Global Imagens O Le Chat Noir, em Paris, tido como o primeiro cabaré moderno, esteve em atividade na década de 1880. A Lisboa, os cabarés chegaram mais tarde, tiveram o seu auge nos anos 1920 e não [...]

Comportamento

Está sempre a esquecer-se de coisas? Esta solução pode ajudar

Quantas vezes deixou passar um compromisso importante, esqueceu-se do pin do telemóvel, não sabe onde guardou as chaves de casa? Se é daquelas pessoas que está constantemente a esquecer-se de tudo, mesmo quando tomou nota de antemão, este artigo é para si. Texto de Ana Patrícia Cardoso | Fotografia de iStock Uma nova pesquisa publicada no jornal Experimental Aging Research sugere uma forma mais eficaz para nos ajudar a lembrar não só dos momentos importantes mas das pequenas coisas do dia-a-dia: fazer desenhos. Desenhar estimula o cérebro de forma diferente da escrita, uma vez que força-o a processar informação visual, [...]