Livros

Exclusivo

Laurent Petitmangin

"Fui obrigado a refletir sobre a deceção de um pai em relação ao filho"

O até há pouco desconhecido autor francês Laurent Petitmangin enviou ao editor da La Manufacture de Livres dois originais. O primeiro a ser publicado transformou-se num sucesso inesperado, tendo recebido o Prémio Stanislas para o melhor romance de estreia, entre outros galardões, e destacou-o como um dos melhores romances da rentrée literária de 2020. A história da relação de um pai e de um filho seduziu os leitores de uma forma impiedosa. Outras novidades: William Dalrymple, Arthur Koestler e história do 25 de Abril.

Literatura

Uma espécie de monsieur Bovary por Michel Houellebecq…

O escritor francês não pode dizer como Flaubert perante o tribunal "Emma Bovary sou eu" porque não escreveu o romance que inaugura uma nova época. Até poderia ser julgado pelo que já contou em romances anteriores, mas desta vez suaviza tudo: a praga do islão, a sedução da extrema-direita, os episódios de voyeurismo característicos da sua narrativa, a estupidez de certos personagens e a demência de outros, bem como o escárnio que destila sobre a França contemporânea. Aniquilação é uma história bem comportada e onde só os terroristas virtuais surpreendem.

Exclusivo

Simon Sebag Montefiore

"Sou português. Mal posso esperar para visitar o país enquanto cidadão"

São quase oitocentas páginas a contar a história de Jerusalém, uma biografia que se destaca entre todos os relatos sobre esta cidade santa, de um autor mais conhecido pela sua dedicação à história russa. Se este volume foi uma boa surpresa da primeira vez em que foi publicado, em 2011, desta vez a reedição revista e aumentada tem outra, a sua origem sefardita e a ligação a Portugal.