Literatura

Juan del Val

"A literatura está cheia de fracassos de autores que aparecem na televisão"

É o típico livro de férias! Tudo acontece num condomínio de luxo e a ação passa de um casal para outro, abrindo as janelas das vidas escondidas que estes levam nas residências reservadas apenas para alguns. No entanto, as histórias daquelas personagens não diferem assim tanto das das restantes pessoas, mesmo que fora de vista e protegidas pelos muros que isolam os ricos das ruas.

Obras cimeiras da literatura europeia do séc. XX (II)

O Rinoceronte de Ionesco

Eugène Ionesco nasce em 16-11-1909 em Slatina, na Roménia meridional, filho de um pai romeno, chamado também Eugen, que se doutorou em Direito, e de mãe francesa, Thérèse Ipcar, de ascendência judia, família que parte pouco depois para França, embora o pai voltasse em 1916 para Bucareste, uma vez que a guerra começara então no seu país de origem, acabando por se separar da mulher, entregando o cuidado dos filhos à primeira esposa.

Joshua Ruah

"Bastava rabino dizer que frequenta a sinagoga e é sefardita"

Diz que tem uma memória fotográfica, o que terá facilitado registar tantas memórias na sua autobiografia. Neto de um dos maiores fotógrafos portugueses, Joshua Benoliel, o médico Joshua Ruah foi responsável pela Comunidade Judaica de Lisboa. Uma testemunha crucial para explicar o caso da polémica nacionalidade portuguesa atribuída ao oligarca russo Roman Abramovich, que tanto tem dado que falar nos últimos dias.

Livro

O napolitano d'Os Maias renasce num romance da napolitana de Lisboa

O Tancredo de Eça ganha uma nova vida como Tancredi no mais recente livro de Paola D'Agostino, italiana que há mais de duas décadas se deixou encantar pela língua portuguesa e depois por Portugal, com Lisboa a tornar-se a sua casa, embora nunca deixando de visitar a Sapri natal, vizinha da Nápoles onde se formou. Tancredi, o Napolitano surpreende e é mais do que uma mera revisitação d'Os Maias, obra-prima que homenageia.

Entrevista a Dinu Flamand

"Censura de Ceausescu mudou poema de Pessoa de 'Hora Absurda' para 'Hora Irreal'"

Tem um livro de poesia publicado em Portugal graças ao entusiasmo do seu amigo Lobo Antunes, de quem é tradutor para romeno. E foi depois de ler Eduardo Lourenço que pediu asilo político, em rutura com a ditadura comunista. À conversa com Dinu Flamand, em Lisboa, cidade que o intelectual romeno descobriu nos anos 80 e à qual nunca se cansa de regressar.