José Sócrates

Opinião de José Sócrates

Os justiçáveis 

Tudo igual, tudo igual, tudo desesperadamente igual. A detenção usada para investigar e a violação do segredo de justiça usada para difamar. No centro da ação mediática já não está uma pessoa com os seus direitos, mas um alvo a que ninguém dará ouvidos quando chegar a sua vez de dizer qualquer coisa em sua defesa. A maledicência estatal resultou em pleno e o plano foi repetido sem falhas, pouco importando se toda a atuação se baseou na ação criminosa de violação de segredo de justiça. Afinal, quem ainda liga a isso? Quem se interessa ainda por saber se havia ou não fundamento legal para a detenção? Salvo honrosas exceções, os jornalistas, encantados por tanto escândalo e por tanta audiência, apenas divulgam e festejam e aplaudem. Por eles está tudo bem e não há razão nenhuma para questionar as autoridades, que só poderiam ver nisso ingratidão. Afinal de contas, são elas que fornecem a informação que lhes alimenta a ação.

Operação Marquês

O dia em que Ivo Rosa decide o futuro de Sócrates (e mais 27 acusados)

Seis anos e quase cinco meses depois de ter sido detido no aeroporto de Lisboa (21 de novembro de 2014), o ex-primeiro-ministro José Sócrates fica hoje a saber se vai a julgamento no âmbito da Operação Marquês em que é, entre outros crimes, acusado de corrupção. A decisão cabe ao juiz de instrução Ivo Rosa.