Hong Kong

chris patten

"A China sair-se mal seria uma ameaça para o mundo"

Recordo-me de ver as imagens transmitidas em direto pela BBC da partida de Chris Patten de Hong Kong, o último governador britânico do território, desde esse 1 de julho de 1997 reintegrado na China, a mãe pátria. Não foi, porém, a véspera de uma reforma dourada, pois Patten fez depois parte da Comissão Europeia e só não veio a liderá-la em 2004 porque foi vetado pelos franceses, abrindo espaço para o português Durão Barroso. Este homem, que há mais de uma década é reitor da Universidade de Oxford, esteve ontem em Lisboa para uma conferência na Fundação Oriente sob o mote d'A Europa e a Ordem Mundial em Mudança. Num discurso pontuado tanto pela erudição (Tucídides, Shakespeare, Stefan Zweig) como pelo humor britânico (o parecer-lhe ter aterrado por erro em Manchester, tanta chuva caía de manhã em Lisboa). Com o DN, conversou sobre a guerra na Síria, a Rússia, a China, o brexit e ainda o fenómeno Trump.