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"Não sou capaz de imaginar quem eu seria se não existisse a União Europeia"

Mafalda vive em Londres com um francês, Jorge vive em Bruxelas com uma espanhola, Daniel vive em Lisboa com o polaco Bartek, que conheceu em Berlim. Estudaram através de programas europeus, circularam pelas fronteiras abertas e apaixonaram-se por nacionais de outros países da UE. Europeus como nós, sabem exatamente, ao contrário da maioria, o que isso quer dizer - e o quão importante é para eles.

Henrique Burnay

Política a grande escala

Ao longo dos últimos cinco anos, a Comissão Europeia apresentou, ao Parlamento Europeu e ao Conselho, 551 propostas. Em média, mais de cem por ano, portanto. Daqui resultam duas coisas que podiam ser óbvias: que quando se diz que a legislação europeia representa uns 60% da legislação nacional é disto que estamos a falar; e que é impossível, nas vésperas das eleições europeias, discutir as próximas 551. Mas podemos conversar sobre as grandes prioridades, que é o que os eleitores conseguem mais facilmente perceber.

Henrique Burnay

Para que serve a Europa?

No século XXI, se a Europa não tiver política externa não existe. Não se trata de defender o fim das soberanias, dos interesses nacionais ou, menos ainda, de querer fazer de conta que não há interesses divergentes e mesmo conflituantes entre os Estados Membros. Trata-se, simplesmente, de reconhecer que o mundo está a reorganizar-se em grandes blocos com potências dominantes em cada um, mas que o confronto é mais económico do que militar. Os nossos aliados são os de sempre, mas os adversários são diferentes e as guerras também. A estratégia tem, por isso, de se adaptar.