entrevista

António Rios Amorim

"Teletrabalho deixa de fazer sentido com fim do estado de emergência"

O maior produtor de cortiça do mundo está em Portugal, é a Corticeira Amorim, da qual António Rios Amorim é presidente do conselho de administração. Num país responsável por 50% da produção global, aponta: "No PRR faltam medidas para promover exportações." Defende que para "tratar o fim da pandemia é preciso um plano agressivo de promoção do país", teme pelo desemprego "muito dependente do turismo" e não acredita numa crise política no Orçamento do Estado.

Ex-ministro da Economia Caldeira Cabral

"Fim das moratórias é inevitável, mas com instrumentos" 

Foi ministro da Economia no primeiro governo de António Costa e é administrador da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. Defende solução para créditos adiados que inclua fundos, instituições financeiras e Banco de Fomento. Está otimista numa recuperação mais rápida no segundo trimestre. Elogia políticas europeias que não passam pela austeridade. Mas avisa que Portugal tem de retomar, a partir de 2022, o caminho de consolidação orçamental e de redução da dívida.