Cinema

Opinião

Os clássicos andam por aí

Eis uma certeza cinéfila: nunca como nos nossos dias os espectadores interessados puderam desfrutar de tantas e tão variadas formas de acesso aos filmes a que chamamos clássicos. Estranhamente (ou não), tal certeza suscita uma desencantada observação: há cada vez menos espectadores a cultivar a memória do cinema. Em sentido muito literal: toda a gente sabe que, em 1966, a seleção portuguesa de futebol foi ao Mundial de Inglaterra e se classificou em terceiro lugar. Mas quem sabe também, por exemplo, que foi nesse mesmo ano que Ingmar Bergman realizou Persona, um dos títulos fundamentais da modernidade cinematográfica?