Cinema

João Lopes

Sexo, diferença e indiferença

De que falamos quando falamos de identidades sexuais? Convenhamos que, há muitos séculos, a pergunta está presente nas artes narrativas. Pensando apenas no século XX, lembremos a escrita de Virginia Woolf, Philip Roth ou Philippe Sollers... No cinema, os exemplos são muitos e muito inspiradores, da obra-prima Sylvia Scarlett (1935), de George Cukor (que não fará sentido "transpor" automaticamente para as convulsões do século XXI), até à mais recente epopeia biológica filmada por David Cronenberg.

João Lopes

A vida depois da morte do cinema

Que aconteceu no cinema ao longo da segunda década do século XXI? Continuando a sua tradição de organizar as memórias cinéfilas por décadas, a editora Taschen lançou recentemente o volume 100 Movies of the 2010s. A série de livros, sempre com coordenação de Jürgen Müller, chega, assim, ao décimo título, completando o balanço de 100 anos de filmes a partir dos Anos 20 do século passado (a publicação não seguiu a ordem cronológica, tendo começado, em 2001, com o volume dedicado aos Anos 90).

João Lopes

Na companhia de Pedro Costa

Não me é possível falar sobre a obra do cineasta português Pedro Costa a partir de um ponto de vista neutro, distante ou desapaixonado. Primeiro, porque o considero um dos grandes autores do cinema contemporâneo; depois, porque, profissionalmente, já estive envolvido com o seu trabalho quando, como responsável pela programação da área de cinema de Guimarães 2012-Capital Europeia da Cultura, o convidei para realizar um dos segmentos, intitulado Sweet Exorcist, que integraram a longa-metragem Centro Histórico (a par de Manoel de Oliveira, Víctor Erice e Aki Kaurismäki).