Angela Merkel

Maria da Graça Carvalho

Sobre "virtudes", distopias e utopias

Tanto quanto sabemos, Masha Amini não era uma ativista. Não foi presa por ter participado em protestos como aqueles que, por estes dias, agitam o Irão na sequência da sua morte. Nem sequer por ter-se recusado a usar o véu (Hijab) que, por estes dias, mulheres corajosas retiram nas ruas. Era uma rapariga curda de 22 anos, de visita a Teerão com a família, cujo alegado "crime" foi ter deixado alguns cabelos à mostra. Ou talvez tenha sido o facto de ser bonita. Demasiado bonita para os padrões de uma polícia religiosa cuja conduta contraria o próprio nome.