América Latina

Opinião

Na América Latina, os vizinhos estão longe

Nos últimos 30 anos, a maioria dos países latino-americanos embarcou em processos de integração regional e extrarregional. Criaram-se iniciativas como o Mercosul ou a Aliança do Pacífico, ou deram-se novos impulsos a iniciativas anteriores como a Comunidade Andina de Nações ou a CARICOM. Essas medidas geraram uma queda significativa nas barreiras tarifárias e não tarifárias, mas tiveram apenas um impacto modesto nos níveis de abertura. Por exemplo, a relação exportação/PIB média na América Latina foi de 25% no período 1980-1984 e aumentou apenas 4 pontos percentuais no período 2015-2019. Esse baixo dinamismo também se reflete na participação da região no comércio global, que se manteve em torno de 5% do total desde a década de 1980. Isso contrasta com o observado noutras regiões em desenvolvimento, como o Sudeste Asiático, cuja participação passou de 3,5% para 7% no mesmo período.

Entrevista a Marcelo Moriconi

"Covid na América Latina vai deixar mais pobreza e mais desigualdade"

Entrevista a Marcelo Moriconi, investigador do Centro de Estudos Internacionais do Iscte. Será um dos participantes no webinar que esta quinta-feira às 18 horas se realiza sobre o impacto da covid na América Latina junto com Andrés Malamud (ICS-ULisboa), Carmen Fonseca (IPRI-NOVA) e Filipe Vasconcelos Romão (UAL). A moderação é de Ana Mónica Fonseca (CEI-Iscte) . O evento faz parte de um ciclo organizado pelo Iscte e o DN e está aberto ao público em geral (inscreva-se aqui).

América Latina

Chileno Piñera é o presidente mais valorizado, venezuelano Maduro o menos

O conservador Sebastián Piñera destaca-se como o governante mais apreciado num inquérito a líderes de opinião latino-americanos realizado pelo Ipsos. O uruguaio Tabaré Vásquez desce à segunda posição, por comparação com o mesmo inquérito em 2018, troca direta com o chileno. O brasileiro Jair Bolsonaro surge na nona posição e o venezuelano Nicolas Maduro em 11.º.