África

João Melo

Para quebrar a maldição africana

Agostinho Neto, num discurso célebre, disse uma vez que África parece um pedaço de carne onde cada um vem debicar o seu pedaço. Penso recorrentemente nessa frase. A mesma voltou a assomar-me à cabeça nos últimos dias. De facto, entre o final de julho e o início de agosto, três dirigentes mundiais visitaram o continente, tendo a guerra da Ucrânia como pano de fundo. Foram eles o presidente francês, Emmanuel Macron, o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.