adopção

Opinião

Não se adopta uma criança por pena

Pensar em adoptar uma criança porque sentimos pena das crianças maltratadas e abandonadas é quase um crime. Um crime na medida em que não deve, nem pode ser essa, a motivação para um processo de adopção. Existem crianças maltratadas, sim, de diversas formas, e que carecem de uma família que lhes dê aquilo que os seus progenitores não conseguiram ou não quiseram dar. Estas crianças têm, naturalmente, uma história e um passado. Vivências, mais ou menos traumáticas, que podem recordar, também de forma mais ou menos consciente. Estas memórias e consequente impacto no processo de ajustamento da criança dependem, não [...]

Comportamento

«Os meus filhos continuam a não acordar à noite sozinhos para ir à casa de banho»

Temos consultório aberto 24 horas por dia, todos os dias, pelo e-mail consultorio@dnlife.pt. Envie as suas dúvidas sobre saúde e bem-estar, físico e mental. Nós respondemos, com a ajuda de médicos e especialistas. O pediatra Lino Rosado responde a uma questão relacionada com as dificuldades de dois filhos em ir à casa de banho durante a noite. «Somos pais adotivos de dois irmãos, de 10 e 6 anos, que continuam a não conseguir acordar à noite sozinhos para ir à casa de banho. Já foram feitos exames e não foi detetado problema físico. Foi dado acompanhamento psicológico, mas não foi [...]

Sociedade

Lei que permite a padrinhos substituir pais ainda está atrasada

O que é que vai acontecer aos pais afectivos que criaram Esmeralda e Alexandra? Continuarão a manter contactos com elas? E às crianças que estão institucionalizadas ou que ninguém quer adoptar? E aos filhos de famílias monoparentais se o único pai/mãe morre ou deixa de ter condições para os criar? Espera-se que, no futuro, possam ter padrinhos civis, com direitos e deveres para com elas. Mas a regulamentação da lei está atrasada.

Sociedade

A história de Esmeralda

Esmeralda Porto nasce a 12 de Fevereiro de 2002 tendo sido registada como filha de pai incógnito. Em Maio de 2002, a mãe, Aidida Porto, entrega a menor ao casal Gomes, com declaração na qual refere "extinção das relações familiares" e autoriza "abertura de processo de adopção". A 11 Julho de 2002, o pai biológico - Baltazar Nunes - é ouvido no Tribunal Judicial da Sertã no âmbito do processo de averiguação oficiosa de paternidade. Em Janeiro de 2003, o resultado do exame confirma a paternidade e Baltazar perfilha a menor. Seis meses depois, o casal Gomes apresenta-se pela primeira vez na Segurança Social de Santarém como candidato à adopção. Em Outubro de 2003 o processo de regulação do poder paternal dá entrada no Tribunal de Torres Novas. Em 2007 é confirmada a decisão de 2004 que atribui o poder paternal ao pai biológico.